“Emboscada para intimidar vítima”: deputada denuncia ameaças após prisão de tenente da PM em Manaus

Mulher de 25 anos relata tentativa de coação após denunciar abuso em posto policial; caso envolve o tenente Osvaldo Lima da Silva

Uma mulher de 25 anos denunciou ter sido alvo de ameaças e tentativa de intimidação após a prisão do tenente da Polícia Militar do Amazonas, Osvaldo Lima da Silva, investigado por estupro dentro de um posto de fiscalização na rodovia AM-010, em Manaus. O caso ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira, 27, após a vítima relatar que pessoas ligadas ao policial tentaram fazê-la desistir do processo.

Segundo o relato, a vítima recebeu contato de uma mulher que se apresentou como integrante da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas, oferecendo ajuda. Em seguida, aceitou uma carona e, durante o trajeto, foi surpreendida pela presença da companheira do policial, que passou a fazer ameaças e exigências. A mulher afirma que temeu pela própria vida durante a situação.

A deputada estadual Alessandra Campelo, responsável pela Procuradoria da Mulher na Aleam, classificou o episódio como uma tentativa de coação.

“Três pessoas armaram uma emboscada, se passaram por integrantes da Procuradoria da Mulher e tentaram fazer a vítima desistir do processo”, afirmou. A parlamentar apontou possíveis crimes como falsa identidade, ameaça e coação no curso da investigação.

O tenente Osvaldo Lima da Silva teve a prisão preventiva decretada e se apresentou à polícia após a denúncia. De acordo com a vítima, o crime ocorreu após uma abordagem policial, quando ela foi levada sozinha para um posto de fiscalização, onde teria sido violentada.

Além desse caso, o policial também é investigado por uma segunda denúncia, envolvendo a ex-enteada, que relatou abusos desde a infância. O caso foi formalizado anos depois e, segundo a vítima, gerou impactos psicológicos graves.

A defesa do tenente nega as acusações e afirma que há inconsistências nos depoimentos. Os advogados também alegam que o laudo pericial confirma apenas a ocorrência de relação sexual, sem caracterização de violência, e que novas provas devem ser analisadas no decorrer do processo.

O militar segue preso por determinação da Justiça, enquanto as investigações continuam sendo conduzidas pelas autoridades competentes.

Com Informações do G1 Amazonas

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus