Amazonas começa a usar tafenoquina infantil para reduzir tratamento da malária

Medicação reduz tratamento da malária vivax de sete para três dias e começa a ser implantada em Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro

O Amazonas iniciou a implantação da tafenoquina pediátrica no tratamento da malária vivax em municípios do interior do estado. A ação é coordenada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), em parceria com o Ministério da Saúde, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Negro e secretarias municipais de saúde.

As atividades seguem até esta sexta-feira, 22, nos municípios de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, considerados áreas estratégicas no combate à doença.

A tafenoquina pediátrica é utilizada no tratamento radical da malária causada pelo Plasmodium vivax, principal espécie responsável pelos casos registrados no Brasil. O medicamento é administrado em dose única, associado à cloroquina, reduzindo o tempo de tratamento de sete para três dias.

Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a medida pode melhorar a adesão dos pacientes e contribuir para a redução da transmissão da doença.

“O Plasmodium vivax é a principal espécie causadora da malária no Brasil, e a tafenoquina traz um ganho importante na redução do tempo de tratamento. Antes, ele durava sete dias e agora passa a ser feito em três”, afirmou.

A gerente de Malária e Outros Hemoparasitas da fundação, Myrna Barata, destacou que a nova medicação também facilita o tratamento infantil, principalmente em regiões mais afastadas.

“A adesão das crianças ao tratamento sempre foi um desafio, e a tafenoquina pediátrica vem para facilitar esse processo. É um comprimido de dose única, que se dissolve em pequena quantidade de água”, explicou.

O uso da medicação na rede pública depende de indicação médica e da realização do teste de G6PD, exame utilizado para definir o tratamento mais seguro para cada paciente.

A tafenoquina é indicada para crianças a partir de 2 anos de idade, com peso mínimo de 10 quilos, em casos não graves da doença. O medicamento não é recomendado para gestantes, mulheres em período de amamentação ou pacientes que tenham utilizado recentemente a substância.

As autoridades de saúde reforçam que o tratamento deve seguir orientação médica, incluindo horários corretos e uso preferencial após as refeições.

Com Informações da FVS-RCP

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus