A pouco menos de um mês da estreia do Brasil na Copa do Mundo, a condição física de Neymar passou a ser tratada como ponto de acompanhamento pela comissão técnica da Seleção Brasileira. O atacante do Santos foi diagnosticado com edema na panturrilha direita e iniciou um protocolo de recuperação com redução de carga de treinos e monitoramento contínuo.
O quadro não é considerado grave, mas exige acompanhamento clínico e ajustes na rotina de preparação. A avaliação interna é de lesão de grau moderado, o que demanda período de reabilitação para permitir recuperação completa do tecido muscular e redução de risco de reincidência. A gestão do caso envolve controle de esforço físico e reavaliações periódicas.
Mesmo com a condição, Neymar permanece no planejamento da Seleção. O técnico Carlo Ancelotti manteve o jogador na lista de convocados após análise de exames e conversas com o atleta. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) trabalha com a previsão de apresentação no dia 27 de maio, na Granja Comary, onde o grupo inicia a preparação para amistosos antes da estreia no Mundial.
O que é o edema muscular
O edema muscular ocorre quando há acúmulo de líquido entre as fibras musculares em resposta a uma agressão no tecido. O quadro pode estar relacionado a impacto direto, sobrecarga de treinos, sequência de jogos ou microlesões.
No futebol de alto rendimento, a condição é mais comum em fases de alta exigência física, especialmente em músculos envolvidos em explosão, aceleração e mudança de direção. A panturrilha é uma das regiões mais suscetíveis por ser constantemente exigida em ações de velocidade e impulsão.
Segundo o ortopedista esportivo João Polydoro, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, diferentes fatores podem levar ao quadro.
“Um edema é um acúmulo de líquido que fica ao redor do músculo”, explicou.
O especialista afirma que o problema pode ter múltiplas origens dentro da rotina esportiva.
“O edema pode ocorrer por pancada direta, sobrecarga de treino, sequência de jogos e até pequenas lesões de fibra muscular”, disse.
Conduta médica e tempo de recuperação
O tratamento envolve redução de carga física, fisioterapia e acompanhamento clínico para avaliar a evolução da lesão. O retorno às atividades de maior intensidade depende da ausência de dor, da recuperação funcional e da resposta do músculo ao esforço progressivo.
A reabilitação também leva em consideração o histórico do atleta e o risco de compensações musculares durante o retorno.
“Em casos mais leves, o retorno pode acontecer em poucos dias, até cerca de duas semanas. Em situações moderadas, o período pode chegar a aproximadamente três semanas”, explicou o médico.
Situação no Santos e gestão de minutagem
No Santos, o planejamento indica preservação do atleta em compromissos do calendário nacional e continental. A tendência é de redução de minutagem ou ausência em partidas específicas, com foco na recuperação física e na prevenção de agravamentos.
A estratégia adotada pela equipe que acompanha o jogador prioriza equilíbrio entre tratamento, manutenção de condicionamento e controle de impacto competitivo, com objetivo de chegada à Seleção em condições de treinar com o grupo.
Cenário na Seleção Brasileira
Neymar está convocado para a Copa do Mundo de 2026 e segue como uma das principais referências técnicas do elenco comandado por Carlo Ancelotti. A comissão técnica avalia o jogador como peça central no ciclo de preparação para o Mundial.
O atacante soma 128 jogos e 79 gols pela Seleção Brasileira, além de 13 partidas em Copas do Mundo.
O jogador esteve fora das convocações desde 2023, após ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo durante as Eliminatórias. Após longo processo de reabilitação, voltou ao Santos e retomou sequência de jogos, com 45 partidas, 18 gols e nove assistências.
Histórico em Copas do Mundo
Esta será a quarta participação de Neymar em Copas do Mundo. Em 2014, teve participação decisiva até a lesão nas quartas de final. Em 2018 e 2022, integrou equipes que chegaram às quartas.
Além dos Mundiais, o atacante participou da conquista da Copa das Confederações de 2013 e teve papel central na campanha do título da Copa América de 2019, consolidando presença recorrente em decisões da Seleção na última década.
Com informações da CNN*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






