A deputada estadual e pré-candidata à Câmara Federal, Joana Darc, afirmou durante entrevista ao programa “A Voz do Amazonas” que pretende disputar uma vaga em Brasília para ampliar a representatividade feminina do Amazonas no Congresso Nacional. Segundo ela, o estado está há 12 anos sem eleger uma mulher para a bancada federal.
“Quando eu percebi que fazia 12 anos que o Amazonas não elegia uma mulher para a bancada federal, eu entendi a responsabilidade de abrir caminho para outras mulheres também”, declarou.
Durante a entrevista, Joana afirmou que a política ainda não é um ambiente acolhedor para mulheres e relembrou situações enfrentadas durante a maternidade enquanto exercia mandato parlamentar.
“Eu fui a primeira deputada grávida da Assembleia Legislativa. Quando fui tirar licença-maternidade, não existia previsão no regimento da Aleam”, afirmou.
Segundo ela, a ausência de regras específicas obrigou a própria Assembleia a alterar o regimento interno para garantir o direito à licença.
“A gente teve que mudar o regimento porque corria o risco de eu nem conseguir tirar minha licença em paz”, disse.
Joana também afirmou que mulheres são mais cobradas e mais expostas na política do que homens.
“Quando uma mulher erra na política, ela é muito mais criticada e muito mais exposta. Com homem não acontece na mesma intensidade”, declarou.
A parlamentar ainda revelou que enfrentou ataques pessoais durante a gravidez do filho, que nasceu com síndrome de Down.
“Chegaram a questionar se meu filho tinha síndrome de Down mesmo ou se eu estava usando isso por política”, afirmou.
Durante a entrevista, Joana defendeu mais participação feminina nos espaços de poder e disse que mulheres precisam ocupar cargos de decisão.
“Nós somos maioria da população, maioria do eleitorado, mas ainda somos minoria nos espaços de poder”, declarou.
Ela também afirmou que pretende levar para Brasília pautas ligadas às mulheres, pessoas com deficiência e proteção social.
“Minha primeira proposta é colocar uma Ronda Maria da Penha em todos os municípios do Amazonas”, disse.
Joana ainda destacou que conciliar maternidade, família e vida política é um dos maiores desafios enfrentados por mulheres que entram na política.
“A política exige dedicação integral. Não é fácil cuidar da casa, dos filhos, da família e ainda enfrentar a rotina política”, afirmou.
Foto: Danilo Mello / Aleam
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






