O gol marcado por Carlos Alberto Torres na final da Copa do Mundo de 1970 voltou a ganhar destaque internacional ao ser incluído entre os cinco mais bonitos da história do torneio. A escolha foi feita pelo The Athletic, braço esportivo do The New York Times.
Na análise, o portal posiciona o lance na categoria “Jogada Coletiva”, ressaltando a essência do futebol como esporte de equipe, em contraste com a predominância de momentos individuais nas listas de gols históricos.
— Os gols mais lendários são momentos de brilho individual, mas o futebol é, em última instância, um esporte coletivo, e por isso o gol mais famoso da Copa do Mundo é sobre paciência, combinação de passes e entendimento mútuo — destacou o portal.
A publicação também chama atenção para o contexto do lance, que foi o quarto gol da vitória do Brasil por 4 a 1 sobre a Itália, na decisão do Mundial. Ainda assim, o significado da jogada vai além do placar.
— Por si só, o quarto gol de Carlos Alberto na vitória do Brasil por 4 a 1 sobre a Itália na Copa do Mundo de 1970 é um bom gol. Mas ele é mais sobre o que simboliza”— afirmou a análise.
O texto relembra que a seleção brasileira daquele ano é amplamente considerada uma das maiores da história do futebol, marcada por um estilo ofensivo e dinâmico. O modelo tático, frequentemente descrito como um 4-2-4, privilegiava a movimentação e a criatividade dos jogadores.
— Aquele time do Brasil é o mais celebrado campeão da Copa do Mundo na história da competição; talvez não tão completo defensivamente quanto o de 1958 e, às vezes, com pouca largura natural de jogo — descreve o texto.
Segundo o portal, a versatilidade do elenco era um dos diferenciais da equipe comandada à época, com vários atletas desempenhando funções típicas de armadores.
— Basicamente, o Brasil jogava com cinco jogadores que poderiam ser considerados camisas 10 — resume a análise.
A jogada do gol também é detalhada como um exemplo de construção coletiva. A sequência começa com Clodoaldo, que avança com habilidade ao driblar marcadores italianos, dando início a uma troca de passes que culmina na finalização precisa de Carlos Alberto.
Capitão daquela seleção tricampeã mundial, Carlos Alberto Torres faleceu em 2016, aos 72 anos, deixando um legado eternizado por um dos gols mais emblemáticos da história das Copas.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Reprodução / FIFA TV






