Cerca de 1,2 milhão de crianças em todo o mundo afirmaram ter tido suas imagens manipuladas em conteúdos sexuais falsos ao longo de 2025. O dado foi divulgado no dia 5 de fevereiro pelo Unicef, com base em estudo realizado em parceria com a rede internacional ECPAT e a Interpol.
De acordo com o levantamento, em alguns países analisados, os números indicam que uma em cada 25 crianças foi vítima desse tipo de crime, evidenciando a dimensão e o avanço do abuso sexual infantil associado ao uso de inteligência artificial.
Em comunicado oficial, o Unicef defendeu a adoção de medidas urgentes para enfrentar o crescimento desse tipo de violência digital. A recomendação é que os países atualizem suas legislações para ampliar o conceito legal de material de abuso sexual infantil, incluindo conteúdos criados ou manipulados por ferramentas digitais, além de criminalizar a produção, posse e distribuição desse material.
O alerta também é direcionado aos desenvolvedores de sistemas de inteligência artificial, que, segundo a entidade, precisam implementar mecanismos de prevenção mais rígidos para evitar o uso indevido das tecnologias. Já as plataformas digitais são cobradas a agir de forma preventiva, impedindo a circulação do conteúdo, e não apenas removendo as imagens após denúncias.
Entre as ações propostas está o fortalecimento da moderação, com investimento em tecnologias capazes de identificar e remover esse tipo de material de forma imediata.
Em um dos trechos da declaração, o Unicef afirma estar “cada vez mais alarmado com o rápido aumento no volume de imagens sexualizadas geradas por inteligência artificial, incluindo casos em que fotografias reais de crianças são manipuladas e transformadas em conteúdos falsos de cunho sexual”.
O relatório destaca ainda que ferramentas digitais vêm sendo usadas para criar imagens, vídeos ou áudios falsos que parecem reais, inclusive simulando nudez a partir de fotos comuns. Para o Unicef, a diferença no nível de conscientização entre os países reforça a necessidade de ações globais mais firmes, com foco em prevenção, proteção e responsabilização.
Com informações do Unicef
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






