A intenção de consumo das famílias amazonenses cresceu 0,6% em agosto e chegou a 128,9 pontos, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado mantém o indicador acima dos 100 pontos, considerado patamar de satisfação, e representa o segundo mês consecutivo de alta.
Na comparação com agosto do ano passado, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 9,2%, com todos os componentes apresentando resultados positivos.
Entre os principais destaques do mês estão o Acesso ao Crédito, que cresceu 6,6%, e a Perspectiva de Consumo, com alta de 4,6%. Por outro lado, a Renda Atual recuou 1,4%, enquanto o Momento para Compra de Duráveis caiu 2,8%, indicando maior cautela das famílias para adquirir produtos de maior valor.
A expectativa para o consumo futuro também melhorou. A Perspectiva de Consumo avançou 0,8% na comparação anual, após ter registrado queda de 3,5% em julho. O resultado mostra uma percepção mais favorável das famílias amazonenses sobre a capacidade de consumo nos próximos meses.
O mercado de trabalho também contribuiu para o cenário positivo. O componente Emprego Atual cresceu 1,2% em agosto e acumula alta de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2025. Dados do Caged mostram que o Amazonas registrou saldo líquido de 12.377 contratações no primeiro semestre deste ano, crescimento de 2,2%.
Apesar disso, a Perspectiva Profissional recuou 0,9% em agosto, no segundo mês consecutivo de queda. Na comparação anual, porém, o indicador ainda acumula alta de 11,4%.
A Renda Atual também apresentou retração mensal de 1,4%. Mesmo assim, na comparação com agosto do ano passado, permanece positiva, com crescimento de 5%.
Já o Momento para Compra de Duráveis teve a maior queda mensal, de 2,8%, mantendo uma sequência de três meses de retração. Apesar disso, o indicador está 21,3% acima do nível registrado há um ano.
Diferenças por faixa de renda
As famílias com renda de até dez salários mínimos apresentaram alta anual de 9,2% no ICF, enquanto entre aquelas com renda superior a dez salários mínimos o crescimento foi de 9,6%.
Entre as famílias de menor renda, o resultado mensal foi sustentado principalmente pelo Acesso ao Crédito, que avançou 7%, e pela Perspectiva de Consumo, com alta de 2,8%. Em contrapartida, a Renda Atual caiu 1,5% e o Momento para Compra de Duráveis recuou 3,3%.
No grupo de maior renda, a Perspectiva de Consumo cresceu 6% e o Nível de Consumo Atual avançou 2%. Já a Renda Atual caiu 1,8% e a Perspectiva Profissional recuou 1,3%.
Os dados mostram que o crédito continua sendo um dos principais fatores de sustentação da intenção de consumo entre as famílias de menor renda. Já entre as famílias de maior renda, a percepção sobre as condições de consumo apresenta menor dependência dessa variável.
Com informações do Caged*
Por Leidy Amaral, da redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Divulgação/ Internet






