Irã ameaça reagir a forças dos EUA após novo fechamento do Estreito de Ormuz

Passagem foi novamente bloqueada após divergências sobre acordo recente

O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz neste sábado (18), e afirmou que suas forças navais estão preparadas para enfrentar embarcações dos Estados Unidos. A medida ocorre após divergências sobre a manutenção de um acordo recente que havia permitido a reabertura da rota, considerada estratégica para o transporte global de petróleo.

Em comunicado divulgado por canais oficiais, a liderança iraniana indicou que a marinha do país está pronta para reagir a eventuais ações adversárias na região.

Horas depois, duas lanchas da Guarda Revolucionária do Irã abriram fogo contra um navio-tanque que transitava pelo Estreito, informou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. O centro relatou que o navio-tanque e sua tripulação estão a salvo, sem identificar a embarcação ou seu destino. As informações são da agência Associated Press.

Em um post na rede Truth Social, Trump afirmou que só retirará suas tropas da rota depois que as negociações com o Irã estiverem “100% concluídas”, mas que o estreito “está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego”.

Motivo do novo bloqueio

O fechamento ocorre após declarações do governo americano sobre a continuidade de restrições a portos iranianos, mesmo após a reabertura parcial da rota na semana anterior. Autoridades iranianas apontam que a medida contraria os termos de um entendimento de cessar-fogo e indicam que não manterão o estreito aberto nessas condições.

Representantes iranianos afirmam que ainda não há definição para uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão. Segundo integrantes da diplomacia do país, o foco atual está na construção de um entendimento mínimo antes da retomada formal do diálogo, com o objetivo de evitar novos impasses e escaladas.

Incidente com petroleiro

No mesmo dia, uma agência de segurança marítima relatou que uma embarcação teria sido alvo de disparos no Estreito de Ormuz. O episódio ocorre após a retomada das restrições à navegação e amplia a instabilidade na região, considerada uma das principais rotas energéticas do mundo.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte relevante do fluxo global de petróleo. O bloqueio impacta diretamente o comércio internacional e mantém o cenário de incerteza enquanto não há definição sobre novos acordos ou prazos para reabertura da passagem.

A reabertura do Estreito de Ormuz é uma das principais reivindicações dos EUA nas negociações por um acordo de paz entre os dois países, que estão sendo mediadas pelo Paquistão.