Irã diz ter atingido navio dos EUA no entorno de Ormuz; EUA negam ataque

Episódio ocorre em meio a escalada de tensões na principal rota de petróleo do mundo

Relatos divulgados por veículos estatais do Irã afirmam que um navio de guerra dos Estados Unidos foi atingido por mísseis nas proximidades do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4). As informações não foram confirmadas de forma independente pela agência Reuters.

Segundo a agência Fars, dois mísseis teriam atingido a embarcação perto da região de Jask, no Golfo de Omã, após o navio desconsiderar alertas das forças iranianas. A Marinha do Irã informou ainda que impediu a entrada de embarcações militares classificadas como “americano-sionistas” na passagem estratégica.

Uma autoridade norte-americana negou a ocorrência de ataque a navios dos Estados Unidos, segundo o site Axios. Até o momento, não há confirmação externa sobre o incidente.

A tensão na região aumentou após o anúncio de novas medidas militares envolvendo o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua plataforma Truth Social que a Marinha norte-americana iniciará a escolta de navios retidos na região a partir desta segunda-feira.

Segundo ele, a operação, chamada de “Projeto Liberdade”, vai orientar embarcações de países não envolvidos no conflito para atravessar a área com segurança. Trump afirmou ainda que os Estados Unidos informaram aos países afetados sobre o início da ação.

Em outra publicação, o presidente disse que representantes norte-americanos mantêm “discussões positivas” com o Irã, que poderiam levar a avanços diplomáticos. Apesar disso, as negociações entre os países seguem sem progresso após semanas de impasse.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, e qualquer instabilidade na região costuma ter impacto direto no mercado internacional de energia.

As informações sobre o suposto ataque seguem sem confirmação independente e as versões apresentadas por Irã e Estados Unidos são divergentes.

Com Informações da Agência Brasil
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus