Irã entrega exigências e deixa negociação sem encontro direto com EUA em nova rodada de diálogo

Tratativas mediadas pelo Paquistão ocorrem em meio a tensão e sem avanço concreto entre as duas partes

As negociações indiretas entre Irã e Estados Unidos para um possível acordo de cessar-fogo no Oriente Médio tiveram novo capítulo neste sábado, 25, sem encontro direto entre representantes dos dois países.

O chanceler iraniano, Abbas Aragchi, entregou ao governo do Paquistão um documento com as exigências de Teerã e deixou Islamabad sem participar de reuniões presenciais com enviados norte-americanos.

O Paquistão atua como mediador nas tratativas, que ocorrem de forma indireta. Segundo agências internacionais, o conteúdo das propostas iranianas não foi divulgado até o momento.

Apesar de declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando expectativa de avanço, a nova rodada de negociações ocorre em um cenário mais tenso em comparação com encontros anteriores.

A Casa Branca havia informado que representantes norte-americanos estariam na capital paquistanesa para diálogo direto, o que não se confirmou. O Irã sinalizou que não pretendia participar de reuniões presenciais com os enviados dos Estados Unidos nesta etapa.

As conversas haviam sido adiadas anteriormente após divergências entre as partes. Ainda assim, houve prorrogação do cessar-fogo para permitir a continuidade das negociações.

Impactos regionais

O impasse ocorre em meio a efeitos diretos no cenário internacional. O Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, segue com tráfego reduzido devido ao bloqueio na região.

Autoridades internacionais apontam a reabertura da rota como essencial para o equilíbrio do mercado global de energia. Nos últimos dias, o preço do petróleo registrou alta diante da incerteza. No Líbano, a trégua também enfrenta instabilidade. O cessar-fogo foi prorrogado por mais três semanas, enquanto continuam as negociações envolvendo Israel e o grupo Hezbollah.

Declarações recentes indicam divergências sobre o andamento das conversas, com acusações mútuas sobre o risco de ruptura da trégua. O cenário mantém a região em alerta, com negociações em curso, mas sem definição imediata de acordo entre as partes.

Com Informações do G1

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus