Irmão de Melqui Galvão é preso em Manaus e investigação aponta novas denúncias contra policiais

Enoque Galvão é suspeito de estupro e importunação sexual contra adolescentes; caso também apura tentativa de interferência em investigação

O caso envolvendo o treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (26), em Manaus, com a prisão temporária do policial civil Enoque Sarah de Lima Galvão, irmão do investigado. A medida foi cumprida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, após novas denúncias surgirem durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas.

Segundo a apuração, Enoque é suspeito de estupro e importunação sexual contra duas adolescentes que participavam de um antigo projeto social na Zona Norte de Manaus. O caso também envolve investigações por fraude processual, favorecimento real, falso testemunho e estupro de vulnerável.

A prisão ocorreu após decisão da Vara de Garantias Penais e de Inquéritos Policiais do Tribunal de Justiça do Amazonas. Enoque passou por audiência de custódia ainda nesta terça-feira.

As investigações apontam que ele já vinha sendo monitorado pela Polícia Civil desde o início do mês, quando foi afastado das funções operacionais após suspeitas de facilitar a entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde Melqui Galvão esteve detido temporariamente. A apuração também identificou indícios relacionados à entrada de um aparelho celular na cela usada pelo treinador.

As denúncias contra Melqui Galvão começaram após uma adolescente de 17 anos denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva fora do país. A partir do depoimento, a polícia reuniu relatos de outras vítimas em diferentes estados brasileiros. Em um dos casos investigados, a vítima teria apenas 12 anos na época dos fatos.

A deputada estadual Alessandra Campelo comentou o avanço das investigações e cobrou rigor na apuração.

“Lugar de abusador é na cadeia. Estamos falando de denúncias extremamente graves que precisam ser investigadas com total rigor e responsabilidade”, afirmou.

Segundo a parlamentar, também existem relatos de ameaças e tentativas de intimidação de vítimas e testemunhas ligadas ao caso.

“Quando vítimas sofrem pressão, ameaça ou tentativa de silenciamento, toda a rede de proteção precisa agir com firmeza. Nenhuma menina ou mulher pode ter medo de denunciar”, declarou.

Até o momento, a defesa de Enoque Galvão não havia se manifestado sobre as acusações.

Com Informações G1
Foto: Reprodução
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus