O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, se filiou ao partido Democracia Cristã (DC) e passou a ser cotado como possível candidato à Presidência da República em 2026. A filiação ocorreu no início de abril, dentro do prazo da Justiça Eleitoral.
A movimentação interna do DC prevê ajustes na próxima semana e a realização de uma coletiva em Brasília. Entre os pontos em discussão está a manutenção da pré-candidatura de Aldo Rebelo, já lançado pelo partido em janeiro.
Barbosa atuou no STF entre 2003 e 2014 e foi relator do processo do mensalão, que resultou na condenação de 24 réus, entre eles o ex-ministro José Dirceu. Ele foi o primeiro negro a ocupar uma cadeira na Corte.
Após deixar o Supremo, seu nome passou a ser citado em diferentes ciclos eleitorais. Em 2018, chegou a se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) com intenção de disputar a Presidência, mas desistiu da candidatura. Em 2013, ainda no STF, declarou que não tinha intenção imediata de concorrer, mas não descartava a possibilidade no futuro.
A atual filiação ao DC recoloca o nome de Barbosa no debate eleitoral. O partido, presidido por João Caldas, não possui representação no Congresso Nacional e não tem tempo de televisão ou participação em debates garantidos pela legislação eleitoral.
A pré-candidatura de Aldo Rebelo foi lançada em janeiro. Em nota, ele afirmou que o compromisso interno do partido mantém sua candidatura e disse que a eventual entrada de Barbosa representa divergência com o projeto político defendido.
Dirigentes do DC também se manifestaram sobre o tema. O presidente do diretório paulista, Cândido Vaccarezza, afirmou que o nome de Barbosa não teria viabilidade política e declarou oposição à candidatura. O presidente nacional do partido afirmou que poderá haver medidas disciplinares em caso de resistência interna.
Aldo Rebelo foi filiado por décadas ao PCdoB, passou por diferentes partidos e atualmente se aproxima de setores do bolsonarismo. Ele defende anistia a envolvidos na tentativa de golpe de Estado e mantém discurso de revisão institucional em diferentes áreas.
O ex-ministro do STF não se manifestou publicamente sobre a filiação até o momento.
Com informações do O Globo*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






