Justiça argentina volta a analisar caso Maradona com nova fase de depoimentos

Sete profissionais de saúde são acusados de homicídio simples com dolo eventual

A Justiça da Argentina voltou a conduzir, nesta terça-feira (14), o julgamento que investiga as circunstâncias da morte do ex-jogador Diego Maradona, considerado um dos maiores ídolos do futebol mundial. O processo havia sido interrompido e anulado anteriormente, exigindo agora a retomada de todas as etapas processuais.

O caso tramita no Tribunal Oral en lo Criminal Nº 7 de San Isidro, que determinou que todos os depoimentos e provas já apresentados na fase anterior sejam novamente analisados. Ao todo, 92 pessoas devem prestar declarações ao longo do julgamento, incluindo familiares do ex-jogador e integrantes de seu círculo próximo.

Maradona morreu em casa, aos 60 anos, em novembro de 2020, enquanto se recuperava de uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro. A causa apontada foi insuficiência cardíaca.

O processo havia sido anulado em maio de 2025, após o afastamento da juíza Julieta Makintach, envolvida em um episódio relacionado à gravação de um documentário não autorizado sobre o julgamento.

No centro da investigação está a equipe médica responsável pelo atendimento do ex-jogador. Sete dos oito profissionais investigados voltam a ser julgados por suposta negligência e por homicídio simples com dolo eventual.

Entre os réus estão o médico Leopoldo Luciano Luque (45), a psiquiatra Agustina Cosachov (41), o psicólogo Carlos Ángel Díaz (34), além de profissionais ligados à coordenação e assistência médica como Nancy Edith Forlini (57), Mariano Ariel Perroni (45), o enfermeiro Ricardo Omar Almirón (42) e o clínico Pedro Pablo Di Spagna (53).

A acusação de homicídio simples com dolo eventual prevê penas que podem variar de 8 a 25 anos de prisão, caso haja condenação.

A enfermeira Dahiana Gisela Madrid, de 41 anos, seguirá um caminho processual diferente: ela será julgada por um tribunal do júri, ainda sem data definida, após solicitação da defesa.

Até o momento, a equipe médica nega as acusações e sustenta que não houve responsabilidade criminal no tratamento prestado ao ex-jogador campeão mundial em 1986.

 

 

Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus

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