Manaus figura entre as capitais brasileiras com menor cobertura de pré-escola, segundo estudo da organização Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede). Na capital amazonense, 80,2% das crianças de 4 e 5 anos estão matriculadas na educação infantil, percentual abaixo do mínimo considerado adequado para a universalização do atendimento.
O levantamento aponta que Manaus está entre as sete capitais com os piores índices de acesso à pré-escola no país. O percentual registrado na cidade é inferior ao patamar de 90% considerado ideal, mesmo após a pré-escola ter se tornado etapa obrigatória da educação básica no Brasil em 2013.
Na Região Norte, a capital amazonense aparece atrás de cidades como Rio Branco (85,9%) e Porto Velho (81,6%), enquanto outras capitais da região também apresentam índices abaixo do esperado, como Boa Vista, Belém e Macapá.
O estudo indica ainda que a desigualdade é mais acentuada na Região Norte. Cerca de 29% dos municípios da região não atingem 90% de cobertura na pré-escola, índice quase três vezes superior ao registrado na Região Sul, onde o percentual é de 11%.
Em todo o Brasil, 876 municípios apresentam cobertura inferior a 90% na educação infantil, o que representa aproximadamente 329 mil crianças fora da pré-escola. Os dados foram obtidos a partir do cruzamento entre o Censo Escolar e estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além do acesso, o levantamento também aponta limitações na infraestrutura das escolas de educação infantil no país. Apenas 17% das unidades públicas possuem estrutura considerada adequada em todos os critérios básicos avaliados.
Entre os problemas identificados estão a ausência de saneamento básico completo, falhas no abastecimento de água e deficiência na coleta de lixo em algumas unidades. No aspecto pedagógico, a maioria das escolas não conta com biblioteca ou sala de leitura.
Espaços voltados ao desenvolvimento infantil também são limitados: apenas 45% das escolas possuem parque infantil e 36% dispõem de área verde, elementos considerados importantes para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças.
O estudo reforça a necessidade de ampliar o acesso à educação infantil, aliado à melhoria da infraestrutura escolar, como forma de reduzir desigualdades desde os primeiros anos de formação.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






