Grandes desigualdades sociais e dificuldades de acesso a serviços básicos colocaram o Amazonas entre os estados com pior qualidade de vida do país, segundo o Índice de Progresso Social Brasil, divulgado nesta quarta-feira, 20. O estado alcançou 59,34 pontos e apareceu na 8ª pior posição nacional entre as 27 unidades federativas avaliadas.
A pesquisa analisou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, divididos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. A média nacional foi de 63,40 pontos, acima do índice registrado pelo Amazonas.
Entre os estados com os piores resultados estão Pará, Maranhão, Acre, Amapá e Rondônia. O estudo aponta que municípios mais isolados da Amazônia enfrentam maiores dificuldades relacionadas à infraestrutura, inclusão social, educação e acesso a serviços essenciais.
Apesar do desempenho abaixo da média nacional, o Amazonas apresentou destaque positivo na área de Saúde e Bem-estar. Municípios como Canutama, Ipixuna, São Sebastião do Uatumã e Tonantins aparecem entre os melhores resultados do país nesse quesito, com notas acima de 68 pontos.
Manaus registrou o melhor desempenho do estado, com 63,91 pontos, ocupando a 1.270ª posição nacional e a 20ª entre as capitais brasileiras. O melhor resultado da capital foi na dimensão Fundamentos do Bem-estar, com destaque para indicadores ligados à educação, informação e qualidade ambiental.
Depois de Manaus, os municípios amazonenses com melhor colocação foram Urucurituba, Amaturá, Itapiranga e Urucará. Já entre os piores resultados do estado aparecem Pauini, Envira e Barcelos, municípios que enfrentam maiores dificuldades em áreas relacionadas a oportunidades, inclusão social e acesso à educação.
Os dados também reforçam um cenário de desigualdade regional dentro do próprio Amazonas, com municípios do interior enfrentando desafios maiores em comparação à capital, especialmente pela distância geográfica e limitações estruturais.
Com Informações do IPS Brasil
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






