Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 3.811; governo pede liberação de recursos para reconstrução

Novo balanço aponta 16.740 feridos e 17.907 desabrigados após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 registrados em 24 de junho
Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.811, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

De acordo com os dados oficiais, o total de feridos chegou a 16.740, enquanto o número de desabrigados aumentou para 17.907.

Os abalos sísmicos atingiram principalmente a cidade de La Guaira, no início da noite de 24 de junho. Os terremotos tiveram magnitudes 7,2 e 7,5 e ocorreram com menos de um minuto de intervalo. Após os tremores iniciais, foram registradas 20 réplicas.

Ajuda internacional mobilizou diversos países

Após a tragédia, países como Brasil, Estados Unidos, China, México e Reino Unido enviaram equipes de resgate, equipamentos, medicamentos e alimentos para auxiliar no atendimento às vítimas e nas operações de emergência.

Governo pede liberação de recursos bloqueados

Durante a atualização dos números, a presidente interina Delcy Rodríguez voltou a defender a suspensão de sanções internacionais impostas ao país para facilitar a reconstrução das áreas afetadas.

Segundo ela, a Venezuela possui ativos bloqueados no exterior que poderiam ser utilizados para financiar obras de recuperação, além de programas de geração de emprego e educação.

“A Venezuela tem recursos bloqueados em todo o mundo que poderiam ser utilizados neste processo de reconstrução”, afirmou Delcy Rodríguez em entrevista ao canal estatal VTV.

A presidente interina informou ainda que encaminhou uma carta ao rei Charles III solicitando a liberação do ouro venezuelano depositado no Banco da Inglaterra. Também afirmou ter conversado com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a possibilidade de acesso a recursos financeiros.

Sanções permanecem em vigor

Os Estados Unidos, a União Europeia e outros países mantêm sanções econômicas contra a Venezuela, adotadas ao longo das últimas duas décadas sob a justificativa de violações democráticas e suspeitas de ligação do governo com o narcotráfico.

Após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no início deste ano, Washington autorizou medidas específicas relacionadas ao setor petrolífero venezuelano.

Depois dos terremotos, o governo norte-americano também liberou, por quatro meses, transações destinadas ao envio de ajuda humanitária às vítimas, que anteriormente eram restringidas pelas sanções.

Enquanto isso, segue sem solução a disputa envolvendo cerca de 31 toneladas de ouro venezuelano mantidas pelo Banco da Inglaterra. A liberação do ativo continua sendo discutida na Justiça britânica.

 

Com informações da Agência Brasil*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus