A Universidade Renmin, em Pequim, recebeu nesta quarta-feira (15), um concerto com músicos brasileiros e chineses, dentro da programação do Ano Cultural Brasil–China 2026. O auditório foi ocupado por estudantes e professores antes do início da apresentação.
O evento reuniu formações dos dois países em um repertório compartilhado. A plateia reagiu aos momentos em que os grupos se apresentaram de forma conjunta.
O destaque da noite foi a execução de “Canto de Xangô” pela Orquestra Forte de Copacabana. A apresentação combinou elementos da musicalidade afro-brasileira com referências da ópera de Pequim e uso de tecnologia no palco.
Integração cultural e agenda diplomática
A atividade integra a agenda de cooperação cultural entre Brasil e China. A programação ocorre após encontros entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Xi Jinping, que trataram da ampliação de parcerias entre os países.
O evento foi organizado pela Associação de Amizade do Povo Chinês com os Países Estrangeiros, em parceria com a Embaixada do Brasil na China, a Universidade Renmin da China, o governo municipal de Pequim e a Liga da Juventude Comunista da China.
O embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, participou da atividade ao lado de autoridades locais.
Ópera chinesa, repertório brasileiro e tecnologia
O espetáculo foi dividido em três partes. Na primeira, intitulada “Atravessando Montanhas”, foram executadas obras como “Tico-Tico no Fubá”, “Flor de Jasmin” e “Cavalo Hui Liu”.
Na segunda parte, “Cenários em Transformação”, o grupo da Universidade Renmin apresentou trechos da ópera de Pequim, com uso de instrumentos tradicionais como erhu, pipa e percussões. A Orquestra Forte de Copacabana apresentou “Garota de Ipanema”, “Canto de Xangô” e trechos da ópera chinesa.
Na terceira etapa, “Caminhando Juntos”, a banda robótica Linkerbot executou músicas como “Íris”, “Desejo”, “Mar de Estrelas” e “Auld Lang Syne”, incorporando tecnologia ao espetáculo.
Projeto social e formação musical
A Orquestra Forte de Copacabana é vinculada ao Instituto Rudá e à Rio Monte. O projeto atua na formação musical de jovens de territórios populares no Rio de Janeiro.
A iniciativa completa 15 anos e foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro. Segundo a diretora do projeto, Márcia Melchior, a proposta inclui ações de intercâmbio cultural.
“A Rio Monte nasceu com o objetivo de divulgar a cultura chinesa. Não é só a orquestra, também promovemos exposições e outros eventos ligados à China, realizados dentro do Forte de Copacabana”, afirmou.
Durante a pandemia, o projeto enfrentou dificuldades financeiras e retomou atividades com apoio de parceiros chineses.
Participação de jovens músicos
A violista Nathália Garcia, de 21 anos, integra a orquestra e participou da apresentação em Pequim. Ela iniciou a formação musical em projetos sociais e ingressou na Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica.
“A gente aprende muito na troca. Isso aqui não pode ser restrito”, disse.
Segundo a musicista, o concerto contou com auditório cheio e participação ativa do público durante as apresentações.
Com informações do Brasil de Fato*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






