Pajé e tuxauas do Boi Caprichoso levam ancestralidade indígena ao Carnaval de São Paulo

Enredo da Gaviões da Fiel celebra memória, resistência e preservação da floresta

A ancestralidade e a cultura dos povos indígenas estarão em evidência no Sambódromo do Anhembi neste sábado (Carnaval 2026), durante o desfile da Gaviões da Fiel. O enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã” celebra a memória, a resistência e a ligação dos povos originários com a floresta, apresentando uma narrativa que une história, espiritualidade e sustentabilidade.

Entre os destaques da apresentação estão o Pajé Erick Beltrão e as tuxauas Ira Maragua, Jéssica Maragua e Giovana Borari, artistas do Festival de Parintins que trazem à avenida elementos simbólicos da cultura amazônica. O pajé, no terceiro carro alegórico, representa liderança espiritual e proteção dos povos indígenas diante de ameaças históricas aos seus territórios.

Já o último carro alegórico propõe uma releitura de Brasília sob a perspectiva indígena: o Congresso Nacional envolto por raízes simboliza os povos originários como base estrutural do país. A alegoria ainda destaca a importância do reflorestamento e da preservação ambiental, com artistas cênicos representando o plantio e a colheita de forma simbólica.

O objetivo é mostrar como os povos originários sustentam o país, não apenas historicamente, mas também cultural e ambientalmente”, explica o carnavalesco Rayner Pereira.

Segundo ele, a proposta reforça a necessidade de escuta e valorização das comunidades indígenas, além de aproximar o público urbano da realidade da Amazônia.

A participação dos representantes do Festival de Parintins amplia a visibilidade da cultura amazônica no Carnaval paulista, promovendo um diálogo entre tradição regional e reflexão contemporânea sobre sustentabilidade e respeito às comunidades indígenas.

É um momento de mostrar identidade, história e responsabilidade socioambiental”, destaca Rossy Amoedo, presidente do Boi Caprichoso, que leva ao desfile artistas com forte conexão com a cultura amazônica.

O desfile da Gaviões da Fiel reforça que o Carnaval pode ser espaço de celebração estética e artística, mas também de reflexão cultural e ambiental, valorizando narrativas frequentemente sub-representadas nas grandes avenidas.

 

Com informações da Assessoria
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus