Paralisação contra escala 6×1 chega ao fim após afetar transporte público em Manaus

Movimento reuniu rodoviários, petroleiros, metalúrgicos e trabalhadores da indústria durante ato na avenida Constantino Nery

A paralisação organizada por sindicatos de trabalhadores na manhã desta quarta-feira (27), provocou impactos no transporte público e congestionamentos em diferentes áreas de Manaus. O principal ponto de mobilização ocorreu na avenida Constantino Nery, nas proximidades do Terminal de Integração 1 (T1), onde ônibus ficaram parados e parte da via foi bloqueada.

O movimento reuniu rodoviários, petroleiros, metalúrgicos e trabalhadores da indústria de plástico em defesa do fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um de folga.

Segundo lideranças sindicais, a paralisação começou por volta das 6h30 e tinha como objetivo pressionar o Congresso Nacional durante o avanço das discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho no país.

A proposta em debate reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas, estabelece dois dias de descanso semanal e proíbe redução salarial.

O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Rodoviários, Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindpetro), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico de Manaus (Sindplast) e Sindicato dos Metalúrgicos.

Impactos no transporte

A paralisação afetou passageiros em diferentes zonas da capital amazonense. Usuários do transporte coletivo enfrentaram terminais lotados, atrasos e longas caminhadas após a interrupção temporária da circulação de ônibus.

Além da Constantino Nery, o movimento também atingiu áreas do Distrito Industrial. Trabalhadores que estavam dentro dos coletivos participaram do protesto durante o ato.

Imagens registradas na região do Terminal 1 mostraram dezenas de ônibus parados e intenso congestionamento. Em vários trechos, passageiros seguiram viagem a pé após o bloqueio parcial das linhas.

Ao longo da manhã, parte da frota começou a ser remanejada para retomada gradual da operação do sistema de transporte coletivo.

Mesmo após o encerramento da paralisação, ainda havia congestionamento envolvendo aproximadamente 100 ônibus na área do Terminal 1. Policiais acompanharam a movimentação no local, enquanto passageiros aguardavam o retorno das viagens.

O que diz o Sinetram

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) afirmou que foi surpreendido pela paralisação e informou que o movimento ocorreu sem aviso prévio às empresas, passageiros e autoridades.

Segundo o sindicato patronal, medidas emergenciais de remanejamento operacional e adequação das linhas foram adotadas para reduzir os impactos e restabelecer o serviço.

Nota da Prefeitura de Manaus

A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que a operação do transporte coletivo foi parcialmente paralisada devido ao movimento nacional convocado pela CUT.

Em nota, o município declarou que respeita o direito à manifestação e às reivindicações trabalhistas, mas destacou a importância da manutenção dos serviços essenciais.

Segundo o IMMU, as linhas afetadas começaram a retornar à normalidade a partir das 8h. O órgão informou ainda que continuará monitorando a operação do transporte coletivo para reduzir impactos na mobilidade urbana da capital.


Com informações da Onda Digital e Radar Amazônico*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus