Passaporte, ingresso e mala: o guia que brasileiros precisam antes da Copa de 2026

Com alta nas buscas por viagens para os jogos da Seleção Brasileira, especialistas alertam para direitos do consumidor em casos de atraso, cancelamento de voo, overbooking e bagagem extraviada

A pouco mais de um ano da Copa do Mundo de 2026, milhares de brasileiros já começaram a planejar a viagem para acompanhar a Seleção Brasileira nos Estados Unidos, México e Canadá. Cidades como Nova York, Miami e Filadélfia, que receberão jogos do Brasil na fase de grupos, aparecem entre os destinos mais procurados por turistas brasileiros.

O movimento também já impacta o setor de turismo. Plataformas de viagens registraram aumento nas buscas por passagens e hospedagens para os países-sede do Mundial, impulsionado principalmente pelo interesse das gerações mais jovens em eventos esportivos internacionais.

Mas, enquanto muitos focam em hotéis, ingressos e roteiros turísticos, especialistas alertam para um detalhe que costuma ser ignorado: os direitos do passageiro em viagens internacionais. A advogada especialista em Direito do Consumidor Aéreo, Roberta Von Jelita, afirma que problemas como cancelamentos, atrasos, overbooking e extravio de bagagem tendem a aumentar em períodos de alta demanda.

“O brasileiro pesquisa hotel, ingresso, câmbio e roteiro. O que ele raramente pesquisa é o que fazer quando o voo é cancelado no exterior ou a mala desaparece”, destacou.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), mais de 95 mil reclamações de passageiros foram registradas em 2025. Os principais problemas foram atraso de voo, cancelamento e falhas relacionadas à bagagem.

A especialista explica que as regras mudam conforme o local de embarque. Em voos internacionais saindo do Brasil, valem as normas da Resolução 400 da ANAC. Já em voos que partem do exterior, o passageiro pode ficar sujeito às regras do país de origem do embarque.

Entre os direitos garantidos em casos de cancelamento ou atraso estão reacomodação em outro voo, reembolso integral e assistência material, como alimentação, hospedagem e transporte, dependendo do tempo de espera.

Outro problema comum em grandes eventos é o overbooking, quando a companhia aérea vende mais passagens do que assentos disponíveis. Nesses casos, o passageiro impedido de embarcar tem direito a compensação financeira imediata, além de reacomodação ou reembolso.

A orientação também vale para casos de bagagem extraviada. O passageiro deve registrar imediatamente o problema ainda no aeroporto, por meio do Registro de Irregularidade de Bagagem. Em voos internacionais, a companhia tem até 21 dias para localizar a mala.

Especialistas também reforçam a importância do seguro viagem, principalmente para quem vai aos Estados Unidos, onde despesas médicas podem alcançar valores elevados. Além disso, guardar comprovantes, fotografar bagagens e salvar protocolos de atendimento pode facilitar futuras ações judiciais e pedidos de indenização.

Com Informações do Site Voe News

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus