Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 13,9%

Reajuste entra em vigor em setembro e representa aumento de R$ 0,68 por litro; no acumulado do ano, alta chega a 53,3%

A Petrobras aumentou em 13,9% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir desta terça-feira (1º). O reajuste representa um acréscimo de R$ 0,68 por litro em relação ao valor praticado em agosto.

Segundo a Petrobras, a alta acompanha a elevação das cotações internacionais do combustível, influenciada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Os preços do QAV são reajustados no início de cada mês, conforme as regras previstas nos contratos com as distribuidoras.

Com o novo aumento, o QAV acumula alta de 53,3% em 2026, o equivalente a R$ 1,94 por litro em comparação com o preço vigente em dezembro de 2025.

A Petrobras informou que vai retomar em setembro o programa que permite às distribuidoras parcelar o reajuste em três parcelas mensais. A medida busca reduzir o impacto financeiro provocado pelas oscilações do mercado internacional. Para participar, as empresas precisam aderir ao programa por meio de um termo específico.

A companhia também informou que os volumes de QAV solicitados pelas distribuidoras para setembro estão confirmados, com o objetivo de garantir o abastecimento nos polos de atendimento.

Reajustes ao longo de 2026

O preço do QAV passou por outras alterações ao longo do ano. Em abril, a Petrobras anunciou um reajuste contratual de 54,8%, mas criou um mecanismo para limitar naquele mês a alta efetivamente paga pelas distribuidoras da aviação comercial a 18%, com a diferença parcelada.

A Petrobras utiliza uma fórmula paramétrica contratual para definir o preço do QAV. O mecanismo considera as condições do mercado internacional e funciona como um amortecedor de curto prazo para os preços praticados no mercado brasileiro.

Impacto no setor aéreo

O querosene de aviação é um dos principais componentes dos custos das companhias aéreas. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os combustíveis representam cerca de 30% dos custos totais das empresas aéreas.

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado. O combustível é vendido às distribuidoras, que fazem o transporte e a comercialização para companhias aéreas, outros consumidores e revendedores nos aeroportos.

A Petrobras responde por cerca de 85% da produção de QAV, mas o mercado é aberto à concorrência e permite a atuação de outras empresas na produção e importação do combustível.

Petróleo e tensões no Oriente Médio

O reajuste ocorre em meio à elevação das cotações internacionais do petróleo. As tensões no Oriente Médio afetam o mercado de energia, especialmente por causa da importância da região para a produção e o transporte de petróleo.

Entre as principais rotas estratégicas está o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

No mercado internacional, o barril de petróleo tipo Brent, referência para os preços, estava sendo negociado acima de US$ 101, enquanto antes do início da guerra no Irã era cotado próximo de US$ 70.

Com informaçoes da Agência Brasil

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus