Um novo protocolo anunciado pelo Ministério da Saúde vai alterar a forma como o SUS rastreia o câncer de intestino no país. A partir da mudança, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência para identificar sinais precoces da doença em pessoas sem sintomas, com idades entre 50 e 75 anos.
A medida, divulgada nesta quarta-feira (21), tem como objetivo ampliar o diagnóstico precoce de um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil, que deve registrar mais de 50 mil novos casos por ano até 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer.
O rastreamento pode alcançar mais de 40 milhões de brasileiros e representa uma mudança na estratégia de prevenção adotada na rede pública.
Um exame simples, feito em casa
O FIT é um exame de fezes que identifica pequenas quantidades de sangue oculto, um possível sinal de alterações no intestino. A coleta é feita em casa, com um kit fornecido ao paciente, e não exige preparo especial nem restrição alimentar.
O método é considerado mais moderno que testes anteriores por utilizar anticorpos capazes de identificar sangue humano com maior precisão. De acordo com o Ministério da Saúde, a sensibilidade do exame varia entre 85% e 92%.
Além da precisão, o procedimento se destaca pela praticidade e maior aceitação entre pacientes, o que facilita a adoção em larga escala no sistema público.
Caminho após resultado alterado
Caso o teste indique presença de sangue, o paciente é encaminhado para exames complementares, principalmente a colonoscopia, que permite visualizar o intestino e remover lesões antes que evoluam para câncer.
Especialistas alertam, porém, que o resultado positivo não é sinônimo de câncer. Outras condições comuns podem causar sangramento intestinal.
Por outro lado, um resultado negativo não exclui completamente a possibilidade da doença, o que reforça a necessidade de repetição periódica do exame.
Efetividade depende do acompanhamento
Médicos destacam que o sucesso do rastreamento depende da estrutura do sistema de saúde para investigar rapidamente os casos suspeitos. Sem acesso ágil à colonoscopia e tratamento, o impacto na mortalidade pode ser limitado.
“O que reduz a mortalidade não é só o exame, mas cuidar corretamente do paciente quando há necessidade de continuar a investigação”, afirmou o oncologista Stephen Stefani.
Quem será atendido
O protocolo é voltado a pessoas sem sintomas entre 50 e 75 anos. Já indivíduos com sinais de alerta ou histórico familiar da doença devem buscar avaliação médica, independentemente da idade, pois podem precisar de investigação antecipada conforme cada caso.
Com Informações do G1
Foto: Reprodução
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






