Polícia Federal cria grupo para investigar manipulação de resultados e bets ilegais

Unidade atuará por um ano no combate a fraudes esportivas, apostas ilegais, lavagem de dinheiro e crimes financeiros

A Polícia Federal criou um grupo para investigar casos de manipulação de resultados esportivos, fraudes em apostas e atuação de bets ilegais. A informação consta em boletim interno da corporação.

A unidade foi lançada às vésperas da Copa do Mundo e terá funcionamento inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação. O grupo também vai atuar na apuração de corrupção de agentes esportivos, lavagem de dinheiro, estelionato, associação criminosa e outros crimes financeiros.

O setor vai produzir relatórios de inteligência e atuar na identificação de estruturas envolvidas em fraudes no mercado de apostas.

A criação ocorre em meio a medidas do governo federal sobre o setor de apostas esportivas, com discussão sobre aumento de tributação e regras para participantes de programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola 2.0, que veta apostas por 12 meses.

Representantes do setor afirmam que o foco das investigações deveria ser o mercado ilegal, apontado como espaço para sonegação e lavagem de dinheiro.

A Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF criou o grupo após articulação com os Ministérios da Fazenda, do Esporte e da Justiça e Segurança Pública.

A estrutura, chamada de Base Apostas, terá pelo menos um delegado, um escrivão e três policiais analistas, com um responsável pela coordenação operacional.

A criação foi formalizada em 12 de maio, por meio de boletim interno da PF, dentro da Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos, coordenada pelo Ministério do Esporte.

O grupo vai atuar na identificação de lideranças, intermediários, financiadores, apostadores estratégicos e agentes esportivos envolvidos em esquemas de manipulação.

Também está prevista a atuação na recuperação de ativos e no bloqueio de bens ligados a organizações criminosas.

A unidade terá cooperação com órgãos reguladores, entidades esportivas e operadores autorizados, além de articulação com forças policiais internacionais.


Com informações da Folha de São Paulo*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus