Poluição do ar suspende aulas em duas cidades do Amazonas nesta terça-feira (3)

Aulas presenciais foram suspensas nesta terça-feira (3) em Parintins e Itacoatiara devido à poluição do ar. Monitoramento aponta índices elevados de partículas também em outros municípios do Amazonas.

A presença de fumaça e os níveis de poluição do ar levaram à suspensão das aulas presenciais da rede pública em Parintins e Itacoatiara, no interior do Amazonas, nesta terça-feira (3). A decisão foi tomada diante dos riscos à saúde de estudantes, professores e demais profissionais da educação.

Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontam concentrações de partículas acima dos níveis considerados adequados nos dois municípios.

Parintins registra qualidade do ar classificada como péssima

Em Parintins, o monitoramento realizado por volta das 7h desta terça-feira identificou concentração de 176,9 microgramas de partículas por metro cúbico (µg/m³), índice classificado como “péssimo” pelo sistema Selva.

As equipes responsáveis acompanham as condições atmosféricas ao longo da manhã para avaliar a possibilidade de retomada das atividades escolares no período da tarde.

Segundo os parâmetros utilizados pelo Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas varia de 0 a 25 µg/m³. Acima desse limite, os índices recebem classificações que vão de moderada a péssima.

Itacoatiara também suspende atividades presenciais

Em Itacoatiara, a suspensão das aulas ocorreu após o monitoramento ambiental indicar concentração de 53,7 µg/m³, classificada como “ruim”.

O município enfrenta episódios de fumaça desde setembro, com registros de comprometimento da qualidade do ar. A suspensão das atividades presenciais foi adotada como medida preventiva para reduzir a exposição da comunidade escolar à poluição.

Poluição atinge outros sete municípios do Amazonas

O monitoramento em tempo real do Selva também identificou concentrações elevadas de partículas em outras cidades do interior do estado.

Entre os registros apresentados pelo sistema estão:

  • Barreirinha: 226,2 µg/m³;

  • Nhamundá: 128,8 µg/m³;

  • Boa Vista do Ramos: 120,2 µg/m³;

  • Itapiranga: 78 µg/m³;

  • Silves: 58,2 µg/m³;

  • Maués: 54,3 µg/m³;

  • Urucurituba: 51,3 µg/m³.

Barreirinha apresentou a maior concentração entre os municípios listados, superando os índices registrados em Parintins e Itacoatiara.

Estiagem deixa 47 municípios em situação de emergência

Além da poluição atmosférica, o Amazonas enfrenta os impactos da estiagem. Até domingo (1º), 47 municípios estavam em situação de emergência e outros 15 permaneciam em alerta.

Segundo estimativas do governo estadual, aproximadamente 146.425 famílias foram afetadas pela redução do nível dos rios e pelos demais efeitos da seca.

As ações de enfrentamento são realizadas em parceria entre os governos estadual e federal, com participação de aproximadamente 1,5 mil profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas.

Combate às queimadas conta com 18 aeronaves

A operação de prevenção e combate aos incêndios florestais dispõe de 18 aeronaves, sendo 16 disponibilizadas pelo governo federal e duas pelo governo estadual.

A estrutura aérea é composta por oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.

O governo do Amazonas também contratou 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé. As medidas incluem fiscalização ambiental, monitoramento de focos de incêndio e distribuição de veículos e equipamentos para as equipes de campo.

Como parte das ações preventivas, o uso do fogo foi proibido por 120 dias em todo o território amazonense, ressalvadas as exceções previstas em lei.

O estado também decretou situação de emergência por 180 dias nas áreas afetadas pelos incêndios florestais e em todo o Amazonas devido à estiagem.