Eleições nos EUA podem mudar controle do Congresso e afetar governo Trump

Americanos votam nesta terça-feira (3) para renovar a Câmara dos Representantes, parte do Senado e escolher governadores. Resultado poderá alterar a relação de forças entre republicanos e democratas
Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3), para escolher os integrantes do Congresso e definir a composição do Legislativo durante a segunda metade do mandato do presidente Donald Trump. A votação poderá modificar o equilíbrio político entre republicanos e democratas e influenciar a aprovação de propostas do governo.

Conhecidas como Midterms, as eleições de meio de mandato ocorrem dois anos após a posse presidencial. Trump iniciou seu segundo mandato em janeiro de 2025, e o resultado desta votação determinará a relação do governo com o Congresso até 2028.

A disputa envolve todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Os americanos também escolherão 36 governadores, integrantes de legislaturas estaduais e ocupantes de outros cargos públicos.

Resultado pode alterar a agenda de Donald Trump

O controle do Congresso será um dos principais fatores para a continuidade das propostas defendidas pelo presidente americano.

Caso os republicanos mantenham a maioria na Câmara e no Senado, Trump poderá contar com apoio legislativo para avançar em projetos relacionados à economia e a outras prioridades de seu governo.

Se os democratas conquistarem o controle de uma ou das duas Casas, o presidente poderá enfrentar dificuldades para aprovar medidas que dependem do Legislativo.

Uma mudança na composição do Congresso também poderá ampliar a atuação da oposição na fiscalização do Executivo, incluindo a abertura de investigações e a convocação de integrantes do governo para prestar esclarecimentos.

Em 2018, republicanos perderam a Câmara durante primeiro mandato de Trump

Donald Trump já enfrentou eleições de meio de mandato durante sua primeira passagem pela Casa Branca, em 2018.

Naquela ocasião, o Partido Republicano ampliou sua representação no Senado, mas perdeu o controle da Câmara dos Representantes.

Antes da votação, os republicanos ocupavam 51 cadeiras no Senado, enquanto os democratas tinham 47 e dois independentes eram alinhados à oposição.

Após as eleições, os republicanos passaram a contar com 53 senadores. Os democratas ficaram com 45 cadeiras, além dos dois independentes.

Na Câmara, os republicanos perderam 42 assentos e deixaram de ter maioria. Os democratas conquistaram 235 cadeiras, contra 199 dos republicanos, conforme os números apresentados no levantamento.

O resultado modificou a relação entre o governo Trump e o Legislativo durante os dois anos seguintes de seu primeiro mandato.

Economia e guerra no Irã entram no debate eleitoral

A disputa de 2026 ocorre em meio a discussões sobre o custo de vida nos Estados Unidos e a política externa do governo.

Entre os temas que pressionam os candidatos republicanos estão os preços dos combustíveis, os alimentos e os impactos da guerra no Irã.

Esses assuntos integram o debate político sobre a condução da economia e as decisões adotadas pela administração Trump.

O resultado das eleições definirá a capacidade dos partidos de influenciar votações, fiscalizações e negociações no Congresso durante os próximos dois anos.

Foto:  REUTERS/Edgar Su

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus