A qualidade do ar voltou a apresentar índices preocupantes em Manaus neste sábado (7), com o aumento da concentração de partículas poluentes associadas à fumaça de queimadas na região amazônica. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), identificaram níveis de material particulado fino (PM2,5) entre 76 e 84 microgramas por metro cúbico (µg/m³) em diferentes pontos da capital.
O cenário também atinge municípios do interior. Conforme o levantamento divulgado pelo sistema, 20 cidades amazonenses apresentam registros de fumaça e indicadores de qualidade do ar classificados como insalubres.
Interior do Amazonas registra índices mais elevados
Entre os municípios monitorados, Parintins apresentou a situação mais crítica, com concentração de 667 µg/m³ de PM2,5. Outros registros elevados foram identificados em Itapiranga, Silves e Barreirinha.
Confira os índices registrados:
| Município | Concentração de PM2,5 |
|---|---|
| Parintins | 667 µg/m³ |
| Itapiranga | 279,6 µg/m³ |
| Silves | 204,7 µg/m³ |
| Barreirinha | 178,6 µg/m³ |
Todos os municípios citados ultrapassaram a marca de 125 µg/m³, faixa classificada como péssima pelo sistema de monitoramento.
Índices na capital entram na faixa muito ruim
Em Manaus, as concentrações identificadas variaram entre 76 e 84 µg/m³. Pela escala utilizada no acompanhamento ambiental, valores entre 75 e 125 µg/m³ correspondem à classificação muito ruim. Acima de 125 µg/m³, a condição passa a ser considerada péssima.
Os indicadores reforçam o alerta para a exposição à fumaça, especialmente entre grupos mais vulneráveis à poluição atmosférica.
As partículas finas podem penetrar profundamente no sistema respiratório e estão associadas a complicações respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos e pessoas que já possuem doenças preexistentes estão entre os grupos que exigem maior atenção.
Oscilação da qualidade do ar marcou os últimos dias
A piora registrada neste sábado ocorre depois de um período de variações nos indicadores ambientais da capital. Ao longo da última semana, Manaus apresentou momentos de melhora, após episódios de maior concentração de fumaça.
No fim de outubro, os níveis de PM2,5 chegaram a aproximadamente 38 µg/m³. Em seguida, as medições continuaram oscilando: no dia 2 de novembro, uma estação de referência apontou 32,6 µg/m³, enquanto, em 4 de novembro, um sensor do sistema Selva registrou 41,3 µg/m³.
Os novos resultados mostram uma elevação nas concentrações, recolocando a qualidade do ar da capital em uma faixa de atenção.
Cuidados para reduzir a exposição à fumaça
Diante do aumento dos poluentes, algumas medidas podem ajudar a diminuir o contato com partículas suspensas no ar, principalmente nos períodos em que a fumaça estiver mais intensa.
Entre as recomendações estão:
- Reduzir o tempo de permanência em ambientes externos;
- Evitar exercícios físicos intensos ao ar livre;
- Manter portas e janelas fechadas quando houver fumaça no ambiente externo;
- Proteger especialmente crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios;
- Procurar atendimento médico em caso de falta de ar, agravamento da tosse ou outros sintomas respiratórios.
A situação exige acompanhamento dos indicadores ambientais, principalmente diante da presença de fumaça em diferentes municípios do Amazonas.
Por Victoria Medeiros, da Redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Jackeline Lima






