Professores e pedagogos da rede municipal de ensino de Manaus aprovaram estado de greve durante Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta terça-feira (27), após a aprovação do reajuste salarial de 4,14% pela Câmara Municipal de Manaus (CMM).
A reunião foi organizada pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical) para discutir a possibilidade de aprovação de um indicativo de greve da categoria do magistério municipal.
O debate ocorreu após a aprovação, pelos vereadores, do Projeto de Lei encaminhado pela prefeitura sobre o reajuste salarial dos profissionais da educação. Segundo o sindicato, a categoria reivindicava aumento salarial de 12%.
Apesar das discussões realizadas durante a assembleia, os profissionais não aprovaram o indicativo imediato de greve. Em vez disso, a categoria decidiu aprovar estado de greve, medida que representa estado de alerta e possibilidade de construção de uma futura paralisação.
Além do estado de greve, a assembleia definiu uma série de ações relacionadas à campanha salarial e à pauta de reivindicações da categoria.
Entre as medidas aprovadas estão a divulgação de uma nota de repúdio contra o reajuste de 4,14% aprovado pela Câmara Municipal, realização de reuniões setoriais e zonais com os profissionais da educação e convocação de uma nova Assembleia Geral após o recesso escolar de junho.
Outro encaminhamento aprovado prevê a exposição pública dos vereadores que votaram favoráveis ao reajuste contestado pela categoria.
Segundo o AspromSindical, a pauta de reivindicações dos profissionais da educação municipal possui 29 itens além da discussão salarial.
A diretoria do sindicato informou que dará andamento às deliberações aprovadas durante a assembleia e manterá a mobilização da categoria nas próximas semanas.
O reajuste salarial aprovado pela Câmara Municipal de Manaus gerou reação entre professores e pedagogos da rede pública municipal, que defendem percentual superior ao apresentado no projeto encaminhado pelo Executivo municipal.
Com informações do ASPROMSINDICAL *
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






