O Japão entrou em estado de alerta após um terremoto de forte intensidade atingir o litoral nordeste do país na manhã desta segunda-feira, 20. De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, o tremor teve magnitude entre 7,5 e 7,7, com epicentro no mar, a cerca de 100 quilômetros da costa de Sanriku.
O abalo provocou alertas de tsunami em diversas regiões, incluindo partes de Hokkaido, Aomori e Iwate. Imagens registradas após o tremor mostram embarcações deixando portos às pressas, enquanto moradores foram orientados a deixar áreas costeiras. A primeira-ministra Sanae Takaichi pediu que a população busque locais mais altos e evite regiões próximas ao mar e a rios.
“Pedimos que todos nas áreas afetadas procurem imediatamente terrenos elevados e sigam as orientações de segurança”, afirmou.
Embora alguns alertas tenham sido rebaixados ao longo do dia, o risco não foi totalmente descartado. Autoridades japonesas alertaram para a possibilidade de novos tremores de grande magnitude nos próximos dias, cenário considerado comum após abalos dessa intensidade. O secretário-geral do gabinete, Minoru Kihara, reforçou que moradores devem permanecer em áreas seguras até a liberação oficial.
“Os residentes devem evitar retornar às zonas costeiras até que todos os alertas sejam suspensos”, disse.
Além do risco de tsunami, há preocupação com deslizamentos de terra em áreas vulneráveis. Cerca de 100 residências ficaram sem energia elétrica, e serviços de trens-bala foram parcialmente suspensos como medida preventiva.
O Japão utiliza três níveis de alerta para tsunamis. O mais grave indica possibilidade de ondas superiores a três metros, com orientação de evacuação imediata. Mesmo ondas menores, de cerca de 30 centímetros, podem representar risco significativo à população.
O país está entre as regiões mais sísmicas do mundo e registra, em média, um terremoto de magnitude sete ou superior a cada 16 meses. Mais de 10% dos tremores de magnitude seis ou mais no planeta ocorrem no território japonês.
O episódio reacende a memória do terremoto de 2011, que atingiu a região de Tohoku com magnitude 9, provocou tsunami, deixou mais de 18 mil mortos e desencadeou um acidente nuclear na usina de Fukushima. Diante do novo tremor, autoridades mantêm o monitoramento contínuo e reforçam as orientações para que a população siga protocolos de evacuação e segurança.
Com Informações do Site BBC e G1
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






