Levantamento do PoderData mostra que a maioria dos eleitores da Região Norte do Brasil associa a recente alta nos preços dos combustíveis à guerra no Irã. A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 23 de março, com entrevistas em todo o país.
De acordo com a pesquisa PoderData, 63% dos eleitores da Região Norte apontam a guerra no Irã como principal responsável pelo aumento recente nos preços dos combustíveis. Outros 26% atribuem a alta ao governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 8% responsabilizam os postos de gasolina.
No cenário nacional, os resultados são semelhantes: 62% dos entrevistados indicam o conflito internacional como principal fator para o aumento dos preços, e 26% citam o governo federal.
O levantamento foi realizado por meio de 2.500 entrevistas telefônicas em 132 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para o resultado nacional e de 7 pontos percentuais para a Região Norte, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa também mostra variações entre diferentes grupos. A atribuição de responsabilidade ao governo federal é maior entre homens (29%), pessoas de 25 a 44 anos (29%), moradores da região Sul (34%), indivíduos com ensino médio (30%) e aqueles com renda entre 2 e 5 salários mínimos (30%).
Os dados indicam ainda que tanto eleitores que aprovam quanto os que desaprovam o governo federal apresentam percepções semelhantes, com predominância da atribuição da alta dos combustíveis ao conflito no Oriente Médio.
O aumento nos preços está associado ao cenário internacional iniciado em 28 de fevereiro de 2026, quando ataques de Estados Unidos e Israel atingiram o Irã. Após os eventos, houve elevação no preço do petróleo, impactando diretamente o valor dos combustíveis.
O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, foi fechado pelo Irã após os ataques, afetando o fluxo global da commodity.
No Brasil, medidas foram anunciadas pelo governo federal para reduzir os impactos, incluindo a redução de impostos federais, subvenção ao diesel e a criação de uma taxa sobre exportações de petróleo. A estimativa oficial é de que o custo dessas ações alcance R$ 30 bilhões até o final de 2026.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






