Quem está planejando viajar nas férias de julho pode encontrar menos opções de voos em algumas rotas. A Latam Brasil anunciou que reduziu sua oferta de voos em junho e repetirá a medida no próximo mês, justamente durante um dos períodos de maior movimentação nos aeroportos do país.
O ajuste representa cerca de 3% da operação que estava inicialmente prevista para julho. Segundo o presidente-executivo da companhia, Jerome Cadier, a decisão foi motivada pelo aumento dos custos com combustível, influenciado pelo cenário de instabilidade provocado pela guerra no Irã.
A medida acende um alerta para quem ainda pretende comprar passagens para as férias escolares. Com menos voos disponíveis, a tendência é que a oferta de assentos fique mais restrita em determinadas rotas, especialmente nas datas de maior procura.
Cortes podem continuar
Durante encontro da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), realizado no Rio de Janeiro, Cadier afirmou que a companhia continua prevendo crescimento em relação ao ano passado, mas em ritmo menor do que o planejado.
A expectativa inicial da empresa era ampliar a capacidade em 11% em 2026. Agora, a expansão deve ocorrer de forma mais moderada e os ajustes poderão continuar ao longo do terceiro trimestre.
A Latam não é a única empresa a rever sua operação. A Azul também informou recentemente que está ampliando os cortes de voos diante da alta dos custos operacionais.
Combustível virou principal preocupação
O querosene de aviação é um dos itens que mais pesam no orçamento das companhias aéreas. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível representa atualmente cerca de 45% dos custos operacionais do setor.
Mesmo após a Petrobras anunciar uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação vendido às distribuidoras no início de junho, as empresas continuam enfrentando os reflexos da valorização internacional do combustível causada pelo conflito no Oriente Médio.
O movimento já é observado em diversos países. Empresas aéreas da Europa, Ásia e Estados Unidos vêm reduzindo frequências, cancelando rotas e reajustando tarifas para compensar o aumento dos gastos.
Para quem pretende viajar nas férias de julho, a recomendação é acompanhar a disponibilidade de voos e evitar deixar a compra das passagens para a última hora, período em que a procura costuma ser maior e os preços tendem a subir.
Com Informações da Assessoria
Foto: Divulgação
Por Ismael Oliveira – Redação Jovem Pan News Manaus






