5 milhões de brasileiros deixam de acessar bets por autoexclusão ou bloqueios

O número representa cerca de 12,5% das 40 milhões de pessoas ativas cadastradas no sistema oficial de apostas; entre os bloqueados, 800 mil haviam passado por programas de renegociação de dívidas

Cerca de 5 milhões de brasileiros deixaram de acessar plataformas digitais de apostas autorizadas até agosto deste ano, segundo dados do Ministério da Fazenda. O número corresponde a aproximadamente 12,5% das 40 milhões de pessoas ativas cadastradas no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap).

Do total, cerca de 800 mil pessoas foram impedidas de apostar após participarem de programas de renegociação de dívidas. Desse grupo, 794.181 estão relacionados à modalidade destinada a inadimplentes e outros 33.123 ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Outro contingente expressivo é formado por 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O bloqueio foi determinado pelo Ministério da Fazenda em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Já 1,2 milhão de brasileiros optaram voluntariamente pela autoexclusão das plataformas de apostas. O mecanismo está disponível desde dezembro de 2025 por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, desenvolvida pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.

Entre os usuários que solicitaram o bloqueio, a principal justificativa foi a “perda de controle sobre o jogo – saúde mental”, responsável por 35,93% dos pedidos. Em seguida, aparece a preocupação em impedir que dados pessoais sejam utilizados por plataformas de apostas, com 20,63% das solicitações.

A maior parte dos usuários, 66,95%, escolheu manter o bloqueio por período indeterminado. Outros 21,6% optaram pela suspensão do acesso durante um ano.

Além do mecanismo de autoexclusão, a plataforma oferece cursos gratuitos voltados a consumidores e apostadores. Os conteúdos abordam aspectos comportamentais e financeiros relacionados às apostas, incluindo situações de vulnerabilidade, como o superendividamento.

Também está disponível um autoteste de saúde mental, com informações sobre os riscos associados às apostas e orientações sobre os pontos de atendimento da rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa faz parte das medidas adotadas pelo Governo Federal para ampliar a proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade e reduzir os impactos financeiros e psicológicos relacionados ao uso excessivo de plataformas de apostas

 

Com informações da Agência Brasil*

Por Leidy Amaral, da redação da Jovem Pan News Manaus

Foto: Divulgação/Internet