O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) concluiu, nesta sexta-feira (24/04), a formação da primeira turma do Curso de Operações em Produtos Perigosos. Ao todo, 23 bombeiros militares participaram da capacitação, que tem como objetivo preparar profissionais para atuação em ocorrências com substâncias químicas e materiais de risco.
A especialização foi estruturada para atender demandas operacionais relacionadas ao transporte, armazenamento e manuseio de produtos perigosos, especialmente em áreas com presença de atividades industriais, como o Polo Industrial de Manaus (PIM).
De acordo com o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz, a formação integra ações de qualificação técnica da corporação. “São profissionais com formação acadêmica aderente à área, como químicos e engenheiros, que passam a compor uma equipe qualificada”, afirmou.
O curso teve carga horária total de 156 horas, distribuídas entre conteúdos teóricos e atividades práticas. Entre os temas abordados estão noções de física e química aplicadas a produtos perigosos, toxicologia, meteorologia, explosivos, processos de descontaminação e simulações operacionais.
Os participantes também receberam instruções sobre identificação de emissões provenientes de núcleos instáveis e princípios de proteção contra radiações ionizantes, além de conceitos como densidade, ponto de fusão, ponto de ebulição e explosividade aplicados ao contexto operacional.
A capacitação contou com parceria de instituições públicas e privadas, incluindo Defesa Civil, Vigilância Sanitária de Manaus, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Polícia Rodoviária Federal, além de empresas do setor industrial e de segurança como MSA do Brasil, Pioneiro Combustíveis, GNL Brasil Logística, Coimpa Industrial LTDA, White Martins, Preven Fire e Atem Distribuidora.
Representantes de instituições parceiras destacaram aspectos técnicos da formação e a necessidade de capacitação para atuação em ocorrências de maior complexidade operacional.
Com informações da Assessoria.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






