Em Manaus, a projeção indica 96% de chance de o Rio Negro ultrapassar a cota de inundação de 27,5 metros. A estimativa permanece abaixo da cota de inundação severa, fixada em 29 metros. Segundo o pesquisador Andre Martinelli, os níveis previstos estão dentro da média histórica registrada para o período de cheia.
No município de Manacapuru, o rio Solimões deve alcançar 19,16 metros, com variação entre 18,63 m e 19,69 m. A chance de ultrapassar a cota de inundação, de 18,20 metros, é de 99%. Para a cota severa, de 19,60 metros, o risco estimado é de 13%. A possibilidade de atingir o recorde histórico de 20,86 metros, observado em 2021, é inferior a 1%.
Projeções para outros municípios
Em Itacoatiara, o rio Amazonas deve chegar a 13,73 metros, com intervalo projetado entre 13,34 m e 14,13 m. A probabilidade de inundação é de 17%, enquanto o risco de inundação severa é de 5%.
Já em Parintins, a previsão indica nível de 8,07 metros, com variação entre 7,80 m e 8,34 m. A chance de atingir a cota de inundação é de 4%, e o risco de níveis mais elevados é inferior a 1%.
Indicativos de seca
Além do cenário de cheia, o boletim também aponta sinais de atenção para um possível período de seca em ciclos futuros. De acordo com o SGB, análises preliminares de séries hidrológicas já indicam a necessidade de monitoramento contínuo, embora ainda não haja projeções consolidadas de níveis mínimos. O tema deverá ser detalhado em boletins posteriores, conforme a atualização dos dados.
Monitoramento e articulação institucional
O acompanhamento em tempo real dos níveis dos rios é realizado por meio do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE), que disponibiliza mapas com áreas suscetíveis à inundação. As projeções são elaboradas com dados da Rede Hidrometeorológica Nacional, processados por modelos hidrológicos com intervalo de confiança de 80%.
A divulgação do alerta contou com a participação de pesquisadores, representantes do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e órgãos de Defesa Civil estaduais e municipais, reforçando a articulação entre as instituições envolvidas no monitoramento hidrológico.
Com informações do Serviço Geológico Brasileiro.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.





