Rodoviários mantêm greve após reunião sem acordo em Manaus; paralisação segue sexta-feira

Reunião entre STTRM, SINETRAM e IMMU termina sem acordo; trabalhadores pedem 12% e empresas oferecem 4,11%

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) mantém a paralisação prevista para sexta-feira (22), após a reunião realizada na quarta-feira (20), encerrar sem acordo sobre o reajuste salarial da categoria.

O encontro ocorreu na sede do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e reuniu representantes dos trabalhadores, do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (SINETRAM) e da gestão municipal. As negociações integram a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 e tratam de reajuste salarial e demais cláusulas econômicas e sociais.

O principal ponto de divergência permanece no percentual de reajuste. O STTRM reivindica 12%, enquanto as empresas apresentaram proposta de 4,11%, com base no INPC. A diferença entre as propostas levou à suspensão das tratativas sem definição de acordo entre as partes.

O presidente do IMMU, Elson Andrade, informou que o município não dispõe de condições para absorver integralmente o impacto financeiro da proposta e afirmou que o tema será encaminhado à Secretaria Municipal de Finanças (SEMEF). Segundo ele, o processo de negociação seguirá em andamento.

“O que foi acertado é que nós estamos sem negociação. Nós temos aí um problema muito sério hoje. A gente espera que essa situação se resolva nos próximos dias, porque a data base é um direito do trabalhador. Mas isso implica em mais custo para o sistema, ou seja, mais custo para a sociedade. Então tem que haver negociação”, destacou.

Segundo o SINETRAM, a proposta considera parâmetros de custo operacional do sistema e depende de avaliação do órgão gestor municipal. A entidade também afirma que o reajuste precisa respeitar a capacidade financeira do serviço de transporte coletivo.

O presidente do SINETRAM, César Tadeu Teixeira, afirmou que a primeira reunião teve caráter inicial e que as propostas serão levadas à gestão municipal para análise financeira e possível contraproposta.

“Como essa foi a primeira reunião que nós tivemos, nós vamos levar a proposta do sindicato para o prefeito, para a Secretaria de Finanças, avaliar financeiramente como poderemos atender e, eventualmente, até sair uma contraproposta. Nós vamos tentar fazer com que essas propostas sejam mais ou menos convergentes”, disse.

O presidente do STTRM, Givancir Oliveira, afirmou que a proposta patronal não atende à categoria e confirmou a manutenção da paralisação caso não haja avanço nas negociações.

“As empresas querem dar 4% de reajuste em tudo e o sindicato deseja 12%. Então, por esse motivo, não houve acordo e nossa greve está mantida para sexta-feira, a não ser que haja alguma coisa interessante.”

De acordo com a ata da reunião, as partes seguem sem consenso sobre as cláusulas econômicas e sociais da Convenção Coletiva de Trabalho. O SINETRAM sustenta a aplicação do índice de 4,11%, enquanto os trabalhadores mantêm a reivindicação de 12%.

 

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus