Amazonas registra aumento expressivo de pessoas vivendo sozinhas, aponta IBGE

Dados do IBGE mostram crescimento significativo de domicílios unipessoais no Amazonas entre 2012 e 2025, acompanhado por mudanças no perfil de moradia e avanços na infraestrutura.

O Amazonas apresentou crescimento no número de pessoas que moram sozinhas nos últimos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2025 cerca de 652 mil moradores viviam sozinhos, representando 15,7% da população estadual, que é de 4,156 milhões de habitantes.

O número de pessoas que residem sozinhas no Amazonas aumentou de forma significativa entre 2012 e 2025. No período, o percentual de domicílios unipessoais passou de 7,7% para 15,7%, um avanço de 8 pontos percentuais. Em termos absolutos, o estado registrou crescimento de aproximadamente 380 mil pessoas vivendo sozinhas, considerando o aumento populacional.

De acordo com o IBGE, o Amazonas teve o maior crescimento absoluto desse tipo de moradia entre os estados da Região Norte. Em 2025, o estado passou a ocupar uma posição intermediária no ranking regional, superando Pará (13,4%) e Amapá (14,5%), e se aproximando de Roraima (15,2%) e Acre (15,8%).

O avanço dos domicílios unipessoais ocorre em paralelo a mudanças no perfil das moradias. As casas seguem como maioria, representando 83,1% dos domicílios em 2025, embora em queda em relação aos 87,1% registrados em 2016. Já os apartamentos aumentaram de 12,4% para 16,8% no mesmo período, indicando crescimento da verticalização, especialmente em áreas urbanas como Manaus.

Também houve alteração no regime de ocupação dos imóveis. A proporção de domicílios próprios quitados caiu de 73,2% em 2016 para 68,2% em 2025. Em contrapartida, houve aumento de imóveis alugados, de 16,9% para 18,5%, e de imóveis cedidos, que passaram de 8% para 11,2%.

No campo da infraestrutura, o estado registrou ampliação no acesso a serviços básicos. A cobertura da rede geral de abastecimento de água atingiu 76,6% dos domicílios, enquanto a coleta direta de lixo passou a alcançar 83% das residências.

Apesar dos avanços, ainda há desafios. Formas inadequadas de esgotamento sanitário atingem 31,7% dos domicílios. Além disso, cerca de 28,8% das residências em áreas rurais permanecem sem acesso à rede geral de energia elétrica, indicando desigualdades no acesso a serviços essenciais.

Com informações da Assessoria.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.