América do Sul pode ampliar oferta de petróleo em 2,1 milhões de barris por dia até 2035, aponta consultoria

Relatório indica potencial de crescimento com preços elevados e destaca protagonismo de países como Brasil, Guiana e Venezuela

A América do Sul pode adicionar até 2,1 milhões de barris diários à oferta global de petróleo até 2035, caso o preço do barril se mantenha próximo de US$ 100. A projeção consta em relatório divulgado pela Rystad Energy nesta segunda-feira.

De acordo com a consultoria, o crescimento dependerá da aceleração de projetos na região. Brasil, Guiana e Suriname têm potencial para ampliar juntos a produção em cerca de 1 milhão de barris por dia na próxima década. Já a Venezuela poderia adicionar aproximadamente 910 mil barris diários, desde que haja mudanças no ambiente regulatório e redução de sanções.

A Argentina também aparece no radar de expansão, com destaque para a formação de Vaca Muerta, considerada estratégica para o aumento da produção no continente.

Segundo a vice-presidente sênior de pesquisa de petróleo e gás da Rystad, Radhika Bansal, o cenário global favorece a região.

“A América do Sul agora está posicionada como a fonte mais relevante do mundo de oferta incremental. A região oferece escala, qualidade geológica e relativa estabilidade política”, afirmou.

O relatório também revisa para cima a estimativa do preço do petróleo em 2026, de US$ 60 para US$ 89 por barril, após tensões no mercado internacional. Nesse cenário, a Petrobras poderia registrar cerca de US$ 13,1 bilhões em receita adicional no período.

A avaliação reforça o papel estratégico da América do Sul no mercado global de energia, em um contexto de busca por diversificação de fornecedores e maior segurança no abastecimento.

Com Informações do Site O Globo

Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus