Bancários de todo o país podem entrar em greve nesta quinta-feira (20), em uma paralisação nacional prevista para durar 24 horas. A mobilização foi aprovada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), após assembleias realizadas por sindicatos em diferentes estados. Mais de 50 mil trabalhadores participaram das consultas, e cerca de 90% votaram a favor da paralisação.
A greve é uma reação à proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante a sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada na última quinta-feira (13).
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial acima da inflação, novas contratações e melhores condições de trabalho. Os trabalhadores também defendem políticas de igualdade de oportunidades para mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIA+, além de maior qualificação de mulheres para atuação na área de tecnologia.
As reivindicações foram entregues à Fenaban em 24 de junho, e as negociações começaram em 2 de julho. Nas assembleias mais recentes, as propostas apresentadas pelos bancos foram rejeitadas por 97% dos participantes.
Entre os pontos recusados estão o congelamento do piso de ingresso e a proposta de dividir o reajuste salarial em três faixas. A Contraf-CUT também rejeitou a possibilidade de redução dos valores dos vales-refeição e alimentação para trabalhadores de cidades do interior. A Fenaban argumentou que essas localidades teriam um custo de vida menor.
Segundo a Contraf-CUT, a Fenaban solicitou uma pausa nas negociações após receber o resultado das assembleias. Caso não haja acordo até esta quarta-feira (19), a paralisação prevista para quinta-feira poderá afetar agências bancárias em todo o país.
Como ficam os serviços bancários?
Em caso de greve, o principal impacto deve ocorrer no atendimento presencial das agências, que poderá ser reduzido ou interrompido durante a paralisação.
Os canais digitais, no entanto, devem continuar disponíveis. Operações como Pix, transferências bancárias, consulta de saldo e extrato poderão ser realizadas pelos aplicativos e plataformas digitais das instituições financeiras.
Os terminais de autoatendimento também devem permanecer disponíveis para operações que possam ser realizadas nesses equipamentos, como saques e outras transações, conforme os serviços oferecidos por cada banco.
A orientação aos clientes é priorizar os canais digitais e verificar previamente os serviços disponíveis junto à instituição financeira, especialmente se houver necessidade de atendimento presencial.
Com informações do Investidor*
Por Leidy Amaral, da redação da Jovem Pan News Manaus
Foto: Divulgação/Internet






