Pessoas que convivem com sequelas permanentes da hanseníase no Amazonas terão um reforço financeiro após a aprovação de um reajuste na complementação da aposentadoria por invalidez. A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas aprovou a medida que eleva o benefício para R$ 1.621, valor equivalente ao salário mínimo nacional.
A atualização corrige uma defasagem acumulada ao longo dos anos e atinge um público que convive com impactos duradouros da doença, tanto físicos quanto sociais. A proposta teve origem em articulação do deputado estadual Adjuto Afonso.
“Estamos falando de uma parcela da população que carrega sequelas profundas, não apenas físicas, mas também sociais. Este reajuste representa o reconhecimento da luta dessas pessoas e contribui para amenizar os efeitos das perdas inflacionárias ao longo dos anos”, afirmou o parlamentar.
Na prática, a complementação funciona como um suporte financeiro para pessoas que desenvolveram limitações permanentes em decorrência da hanseníase, doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. O quadro pode provocar manchas na pele, perda de sensibilidade, dormência e, em casos mais avançados, comprometimento dos nervos e da força muscular, principalmente em mãos, pés e rosto.
Apesar do estigma histórico, a hanseníase tem tratamento e cura. O diagnóstico precoce é decisivo para evitar sequelas mais graves. O tratamento é feito com antibióticos fornecidos gratuitamente na rede pública de saúde e pode durar de seis a 12 meses. Após o início da medicação, o paciente deixa de transmitir a doença.
Especialistas apontam que, quando não tratada a tempo, a doença pode levar a complicações irreversíveis, como deformidades físicas e perda de mobilidade, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas tanto à prevenção quanto à assistência social dos pacientes.
O benefício aprovado não garante aposentadoria integral, mas atua como complemento de renda para pessoas já afastadas do trabalho por invalidez, ampliando a capacidade de sustento desse grupo. As despesas para execução da medida serão custeadas por dotações específicas do orçamento estadual, vinculadas à Secretaria de Estado de Administração e Gestão. O texto segue agora para sanção.
A medida ocorre em um contexto em que a hanseníase ainda registra casos no Brasil, especialmente em regiões como a Norte, e reforça a necessidade de ações integradas entre saúde pública e assistência social.
Com Informações da Aleam
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






