O pré-candidato a deputado federal Coronel Menezes participou nesta segunda-feira do programa De Olho na Cidade, da Jovem Pan News Manaus, onde analisou o cenário político nacional e estadual, comentou as eleições de 2026 e fez críticas a lideranças do Partido Liberal (PL) no Amazonas.
Durante a entrevista, Menezes afirmou que o debate eleitoral ainda não mobiliza a maior parte da população e que as principais preocupações dos brasileiros continuam sendo emprego, segurança pública e custo de vida.
“Em todas as pesquisas que saíram até o momento, cerca de 70% da população ainda não está focada nas eleições. As pessoas estão preocupadas em colocar comida no prato, manter o emprego e enfrentar os desafios da economia e da segurança pública”, declarou.
Menezes questiona liderança de Alfredo Nascimento no PL
Ao comentar o cenário da direita no Amazonas, Menezes direcionou críticas ao presidente estadual do PL, o ex-ministro Alfredo Nascimento.
Sem citar diretamente alianças futuras, o pré-candidato afirmou que a identificação ideológica deve estar ligada à trajetória política dos candidatos e não apenas à filiação partidária.
“Direita não é colocar uma camisa e dizer que é de direita. É preciso ter história, princípios e valores. A população está começando a observar isso com mais atenção”, afirmou.
Menezes também declarou que parte do eleitorado ainda associa Alfredo Nascimento aos anos em que o ex-ministro integrou governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Tem muita gente que ainda faz essa associação por conta da trajetória política construída ao longo dos anos. Isso influencia a percepção de parte do eleitorado”, disse.
Disputa pelo legado de Bolsonaro
Outro tema abordado durante a entrevista foi a relação de lideranças políticas com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Menezes afirmou que o apoio de Bolsonaro não deve ser tratado como algo presumido por candidatos que buscam se vincular ao campo conservador.
“As pessoas querem pegar carona no nome Bolsonaro. Mas Bolsonaro não insinua, Bolsonaro fala. Quando existe um apoio, ele deixa isso claro”, declarou.
Segundo ele, a direita brasileira é maior do que qualquer partido político e reúne lideranças em diferentes legendas.
“A direita não está concentrada apenas em um partido. Existem lideranças em várias siglas defendendo pautas semelhantes”, afirmou.
Críticas indiretas a parlamentares
Ao longo da entrevista, Menezes também fez críticas indiretas a parlamentares que, segundo ele, utilizam o discurso da segurança pública sem apresentar resultados concretos para o setor.
Sem citar nomes em alguns momentos, o pré-candidato questionou a destinação de emendas parlamentares para áreas ligadas à segurança.
“Quem diz representar a segurança pública precisa mostrar resultados concretos. É preciso demonstrar quais investimentos foram feitos para melhorar a estrutura das instituições e fortalecer o trabalho dos profissionais da área”, afirmou.
Menezes também criticou o que classificou como excesso de discursos políticos sem ações práticas.
“Criticar é fácil. O desafio é apresentar soluções e resultados para melhorar a vida das pessoas”, disse.
Zona Franca e BR-319 entre as prioridades
Durante a conversa, o ex-superintendente da Suframa voltou a defender a preservação da Zona Franca de Manaus e criticou parlamentares que apoiaram propostas consideradas prejudiciais ao modelo econômico da região.
“Quem representa o Amazonas não pode votar contra interesses da Zona Franca de Manaus. É a principal matriz econômica do nosso estado”, afirmou.
Sobre a BR-319, Menezes defendeu a pavimentação da rodovia e afirmou que a discussão deve ser tratada como uma pauta estratégica para o desenvolvimento do Amazonas e de Roraima.
“A riqueza do Amazonas está no interior. Precisamos de representantes preparados para defender essas pautas no Congresso Nacional”, declarou.
Pré-candidatura à Câmara Federal
Ao avaliar a disputa para deputado federal em 2026, Menezes afirmou que pretende apresentar sua experiência no Exército Brasileiro, na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e em organismos internacionais como diferenciais de sua candidatura.
“O eleitor precisa avaliar conteúdo, preparo e capacidade de apresentar soluções. O Congresso exige representantes que conheçam a realidade do Amazonas e saibam defender os interesses do estado”, concluiu.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






