A criação de abelhas sem ferrão vem crescendo no Amazonas como alternativa de renda sustentável para produtores rurais e comunidades do interior. No Dia Mundial das Abelhas, celebrado nesta quarta-feira, 20, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas informou que meliponicultores terão até 31 de março de 2027 para regularizar a atividade sem precisar apresentar, neste primeiro momento, a documentação de origem das colmeias.
A medida foi definida por resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente do Amazonas e altera as regras para cadastro e licenciamento ambiental da atividade no estado. Durante esse período, os produtores deverão apresentar apenas uma Declaração de Plantel Pré-existente, com informações sobre as espécies criadas e a quantidade de colônias mantidas.
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a iniciativa busca fortalecer a preservação ambiental e ampliar a regularização da meliponicultura no Amazonas.
“As abelhas sem ferrão são essenciais para o equilíbrio da floresta, porque atuam diretamente na polinização de espécies nativas. Além da importância ambiental, a meliponicultura também representa geração de renda para muitas famílias amazonenses”, afirmou.
Atualmente, o Amazonas possui 283 criadores licenciados para a atividade. A produção envolve mel, própolis, pólen e multiplicação de colônias, prática que vem crescendo em diferentes regiões do estado.
De acordo com o órgão ambiental, produtores com até 49 colmeias e sem fins comerciais precisam apenas realizar cadastro. Já criadores que comercializam produtos derivados da meliponicultura devem obter Licença Ambiental Única.
O atendimento para regularização ocorre presencialmente em Manaus, na sede do Ipaam, no bairro Flores, zona centro-sul, e também por e-mail para produtores do interior do estado.
Com Informações do Ipaam
Por João Paulo Oliveira, da redação da Jovem Pan News Manaus






