Novo Nordisk firma parceria com OpenAI para acelerar desenvolvimento de medicamentos

Acordo prevê uso de inteligência artificial para reduzir tempo de pesquisa e ampliar identificação de novos fármacos
Foto: Hollie Adams/Reuters

A farmacêutica Novo Nordisk anunciou uma parceria com a OpenAI para desenvolver novos medicamentos com o uso de inteligência artificial.

O acordo, definido como uma aliança estratégica, tem como objetivo acelerar o processo de pesquisa e ampliar a oferta de tratamentos. A empresa informou que pretende utilizar ferramentas de IA para analisar grandes volumes de dados, identificar candidatos a fármacos e reduzir o tempo entre a fase de pesquisa e a disponibilização ao paciente.

A Novo Nordisk é responsável por medicamentos como Ozempic e Wegovy. A companhia enfrenta concorrência no mercado de tratamentos para obesidade e diabetes, incluindo produtos da Eli Lilly, como o Mounjaro.

Segundo o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar, a integração da inteligência artificial permitirá ampliar a capacidade de análise de dados e acelerar testes de hipóteses no desenvolvimento de medicamentos.

Aplicação da inteligência artificial

De acordo com a empresa, serão criados programas-piloto em diferentes áreas, incluindo pesquisa e desenvolvimento, produção e atividades comerciais. O acordo não teve valores divulgados.

A utilização de IA no setor farmacêutico tem sido adotada para otimizar etapas do processo científico, desde a identificação de compostos até testes iniciais de eficácia.

Atualmente, o desenvolvimento de um medicamento pode levar mais de dez anos. Em média, apenas um em cada dez candidatos chega ao mercado.

Estimativas apontam que o custo médio para lançar um novo remédio pode alcançar cerca de US$ 2 bilhões.

Movimento no setor

A parceria entre Novo Nordisk e OpenAI ocorre em um cenário de ampliação do uso de inteligência artificial pela indústria farmacêutica. Empresas do setor têm firmado acordos com companhias especializadas em tecnologia para acelerar pesquisas e reduzir custos.

Essas iniciativas buscam aumentar a eficiência no desenvolvimento de medicamentos e ampliar a competitividade no mercado global.


Com informações da Folha de São Paulo*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus