O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 5.278, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (20) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O novo levantamento contabiliza 70 mortes a mais em relação ao informe anterior.
De acordo com os dados oficiais, o número de feridos permanece em 16.740. Já o total de pessoas desabrigadas chegou a 17.907.
O governo informou que 23.587 pessoas continuam acolhidas em 107 abrigos temporários instalados nas regiões afetadas pelos tremores.
Desde o desastre, 128.324 famílias receberam algum tipo de assistência das autoridades venezuelanas.
O balanço também mostra que os terremotos causaram danos em 856 edifícios, sendo que 190 desabaram completamente.
Após os dois abalos principais, os órgãos de monitoramento registraram 1.405 réplicas, mantendo o estado de alerta em diferentes áreas do país.
Governo entrega primeiras moradias
Também nesta segunda-feira (20), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a entrega das primeiras unidades habitacionais destinadas às famílias atingidas pelos terremotos.
Segundo o governo, mais de 240 famílias receberam apartamentos construídos ou recuperados pelo poder público.
Durante a cerimônia, Delcy Rodríguez informou que a meta é entregar 4 mil moradias até dezembro deste ano e ultrapassar 10 mil unidades habitacionais até 2027.
A estratégia inclui a recuperação de edifícios que estavam inacabados para ampliar a oferta de moradias às vítimas da tragédia.
Países enviaram ajuda humanitária
Após os terremotos, diversos países enviaram equipes de busca, salvamento e assistência humanitária à Venezuela, entre eles Brasil, Portugal e outras nações da União Europeia.
No domingo (20), o governo brasileiro também encaminhou 4,5 toneladas de vacinas ao país vizinho como parte das ações de ajuda humanitária.
Relembre o desastre
Os terremotos ocorreram em 24 de junho e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 na Escala Richter.
Os dois tremores foram registrados com menos de um minuto de intervalo e tiveram epicentro a cerca de 200 quilômetros de Caracas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Desde então, centenas de réplicas foram registradas, provocando novos danos em áreas afetadas e dificultando os trabalhos de resgate e reconstrução.
Quase um mês após a tragédia, equipes de emergência continuam atuando nas regiões atingidas, enquanto o governo mantém as ações de assistência e reconstrução.
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






