A Polícia Militar do Distrito Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a ampliação da área de restrição para voos de drones nas proximidades da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
O pedido foi formalizado por meio de ofício encaminhado nesta quarta-feira (1º). No documento, a corporação defende que o limite atual de 100 metros não é suficiente para garantir o cumprimento da medida.
Segundo a Polícia Militar, a evolução tecnológica das aeronaves remotamente pilotadas permite a captação de imagens e dados a distâncias superiores ao perímetro estabelecido.
A corporação sugere que a área de restrição seja ampliada para um raio de um quilômetro ao redor da residência, com o objetivo de aumentar a efetividade da medida de segurança.
O ofício foi assinado pelo comandante do 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, Allenson Nascimento Lopes, que também atua como subdiretor do Núcleo de Custódia da corporação.
No último sábado (28), o ministro Alexandre de Moraes determinou a proibição de voos de drones nas proximidades da casa onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
A medida foi adotada como forma de restringir a captação de imagens e movimentações no local.
O ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar em 27 de março, após deixar o Hospital DF Star, em Brasília. A decisão foi autorizada por Alexandre de Moraes, com prazo inicial de 90 dias, em razão de condições de saúde.
Antes da transferência para a residência, localizada no bairro Jardim Botânico, Bolsonaro estava detido na unidade prisional conhecida como Papudinha, na capital federal.
Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. O cumprimento da pena ocorre atualmente em regime domiciliar, conforme decisão do STF.
O pedido da Polícia Militar do Distrito Federal aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes.
Com informações do G1*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






