Preço dos alimentos cai pelo terceiro mês seguido, mas leite acumula alta de 23% em 2026

Alimentação no domicílio recuou 1,02% em agosto, segundo o IPCA-15. Apesar da queda de itens como manga, batata, cebola e tomate, o leite longa vida avançou 3,41% no mês e acumula alta de 23% no ano.

Os preços dos alimentos consumidos em casa caíram pelo terceiro mês consecutivo em agosto, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). A alimentação no domicílio apresentou redução de 1,02% no mês.

O resultado ocorreu em um cenário de queda de 0,40% do IPCA-15 em agosto, primeira deflação registrada pelo indicador em um ano. Apesar das reduções recentes, a alimentação acumula alta de 3,78% em 2026, enquanto os alimentos consumidos dentro de casa avançaram 3,68%.

Manga, batata, cebola e tomate ficam mais baratos

Entre os produtos que contribuíram para a redução dos preços em agosto estão a manga, com queda próxima de 21%, a batata-inglesa (-18,8%), a cebola (-13,8%) e o tomate (-7,7%).

O arroz apresentou redução de 3,1%, enquanto as carnes ficaram 0,94% mais baratas. A maior oferta de frutas, legumes e verduras é um dos fatores relacionados à redução dos preços desses produtos.

Mesmo com as quedas de agosto, alguns itens ainda acumulam aumentos em 2026. A batata-inglesa registra alta de 34,83% no ano, enquanto a cebola acumula avanço de 68,94%. Já o arroz apresenta queda acumulada de 3%.

Carnes recuam em agosto, mas acumulam alta no ano

As carnes também registraram redução em agosto, mas permanecem 6,47% mais caras no acumulado de 2026. Entre os fatores relacionados ao movimento recente dos preços está a desaceleração das exportações.

Na alimentação fora de casa, a alta perdeu força. O custo das refeições passou de 0,66% em julho para 0,25% em agosto. Considerando o grupo de alimentação fora do domicílio, a variação passou de 0,55% para 0,42%.

Leite sobe 23% em 2026

Na direção contrária à queda registrada em outros alimentos, o leite longa vida ficou 3,41% mais caro em agosto e acumula aumento de 23% desde o início do ano. As frutas, na média, também avançaram 3,11% no mês.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que o valor pago aos produtores de leite aumentou pelo sexto mês consecutivo em junho.

A menor oferta de leite cru está entre os fatores que pressionam os preços. Com menos matéria-prima disponível, os laticínios aumentam os valores pagos aos produtores, movimento que pode chegar aos preços cobrados dos consumidores. A sazonalidade da produção também influencia o mercado.

 

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Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.