O Brasil registrou US$ 3,2 bilhões em receitas provenientes do turismo internacional entre janeiro e março de 2026, segundo dados do Banco Central do Brasil. O valor representa crescimento de 11,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando a arrecadação foi de US$ 2,8 bilhões.
Em março, a entrada de divisas somou US$ 934 milhões, acima dos US$ 930 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior. O resultado mantém a tendência de crescimento observada ao longo de 2025, quando o país alcançou US$ 10,4 bilhões em receitas com visitantes estrangeiros no acumulado de 12 meses, aumento de 23,8% frente a 2024, que registrou US$ 8,4 bilhões.
Os dados indicam que o turismo internacional mantém participação relevante na entrada de dólares no país, com impacto direto na atividade econômica de setores ligados a serviços, transporte e hospedagem.
Aumento no fluxo de visitantes
O crescimento das receitas ocorre em paralelo à ampliação do número de turistas estrangeiros no país. Em março de 2026, o Brasil recebeu 1.053.098 visitantes internacionais, alta de 13% em relação aos 929.096 registrados no mesmo período de 2025.
No acumulado do primeiro trimestre, foram 3,74 milhões de entradas de viajantes estrangeiros em território nacional. O avanço no fluxo reforça a correlação entre aumento de visitantes e elevação das receitas do setor.
Distribuição regional das chegadas
Entre os estados, o Rio de Janeiro liderou o número de turistas internacionais no primeiro trimestre, com 884.535 chegadas. Em seguida aparecem São Paulo, com 866.751 visitantes, Rio Grande do Sul (764.598), Santa Catarina (478.039) e Paraná (395.574).
A concentração de entradas nesses estados acompanha a presença de aeroportos internacionais e a estrutura de recepção de turistas.
Política de promoção e estratégia
A Embratur atribui o desempenho à execução do Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027, desenvolvido em parceria com governos estaduais, municipais e o setor privado.
Segundo o presidente da agência, Bruno Reis, a estratégia inclui o uso de dados para direcionar ações promocionais e ampliar a presença do Brasil em mercados emissores de turistas.
De acordo com a Embratur, a padronização das ações de promoção e a integração entre os entes federativos contribuem para aumentar a previsibilidade do setor e ampliar o fluxo de visitantes.
Impactos econômicos
A entrada de recursos do turismo internacional tem efeito direto na circulação de renda em destinos turísticos, com impacto em cadeias como hotelaria, alimentação, transporte e comércio.
Os números do primeiro trimestre reforçam a continuidade de um ciclo de crescimento iniciado em 2025 e indicam manutenção do fluxo de turistas e receitas ao longo de 2026.
Com informações da Agência Gov*
Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus






