Amazonas amplia programas habitacionais e supera 31 mil famílias atendidas

Estado registra quase 80 mil empregos com ações de moradia e mantém projetos em execução
Fotos: Divulgação / Secom-AM

O estado do Amazonas ultrapassou 31 mil famílias atendidas por programas habitacionais até março de 2026. As ações também resultaram na geração de quase 80 mil postos de trabalho, segundo dados do governo estadual.

A política de moradia foi estruturada a partir da integração de programas voltados à redução do déficit habitacional e à execução de obras urbanas. As iniciativas passaram a ser concentradas em uma mesma estratégia durante a gestão do ex-governador Wilson Lima.

A execução dos projetos ficou sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE). As ações incluem construção de moradias, regularização fundiária e obras de saneamento e mobilidade.

Em 2023, o governo lançou o programa Amazonas Meu Lar, que passou a centralizar as políticas habitacionais. A iniciativa incorporou projetos como o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) e o Programa de Saneamento Integrado (Prosai).

Até março de 2026, cerca de 22 mil famílias receberam títulos definitivos de imóveis. Outras 9,2 mil foram atendidas com soluções de moradia, como unidades habitacionais, indenizações e subsídios.

No caso do Prosamin+, famílias foram retiradas de áreas sujeitas a alagamentos e reassentadas em locais com infraestrutura e acesso a serviços. Em Manaus, o programa prevê o reassentamento de 2,5 mil famílias. Destas, 1.735 já foram transferidas.

Outras 1,3 mil famílias foram reassentadas na zona sul da capital, em função da obra de ligação viária entre os bairros Silves e Maués.

A continuidade das ações foi destacada pelo governador interino Roberto Cidade, que afirmou a manutenção dos projetos em andamento.

“Nosso compromisso é dar sequência a essa política de moradia, garantindo que as obras avancem e que mais famílias tenham acesso à casa própria. É um trabalho que não pode parar”, destacou Roberto Cidade.

O modelo adotado pelo estado também foi defendido pelo ex-governador Wilson Lima, ao relacionar a política habitacional à organização urbana.

“Habitação é um ponto de partida para reorganizar o Estado. Quando oferecemos moradia digna, levamos junto infraestrutura, segurança jurídica e qualidade de vida”, disse Wilson Lima.

Já o ex-secretário da UGPE, Marcellus Campêlo, apontou a mudança de abordagem na execução dos projetos, com foco na integração das moradias à estrutura urbana.

“A gente passou a tratar moradia como algo que precisa estar inserido na cidade, com acesso a serviços, infraestrutura e condições reais de qualidade de vida. Não é só entregar casa, é garantir que aquela família tenha um lugar adequado para viver”, destacou Marcellus Campêlo.

Os programas habitacionais também impulsionaram o setor da construção civil. As obras distribuídas em diferentes regiões ampliaram a demanda por serviços e contribuíram para a geração de emprego e renda.

Somados, os projetos ligados à habitação respondem por quase 80 mil postos de trabalho no estado.

Os projetos seguem em execução, com previsão de novas entregas e manutenção das obras em andamento. A política habitacional mantém a integração entre construção de moradias, infraestrutura urbana e regularização fundiária.


Com informações da Assessoria de Imprensa União Brasil Amazonas*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus