O Boi-Bumbá Caprichoso apresentou o projeto artístico “Brinquedo que Canta Seu Chão”, tema que conduzirá as apresentações no 59º Festival de Parintins. O conceito foi detalhado durante coletiva de imprensa realizada no Curral Zeca Xibelão.
Segundo o Conselho de Arte, o projeto propõe uma narrativa construída a partir da identidade do próprio Caprichoso, relacionando memória, território, cultura popular e ancestralidade dos povos da Amazônia.
Durante a apresentação, participaram integrantes da diretoria do boi, conselheiros, representantes indígenas e membros da equipe artística.
Projeto será dividido em três narrativas
O espetáculo foi estruturado em três atos, correspondentes às três noites do festival. Cada apresentação amplia o olhar sobre a identidade amazônica, partindo de Parintins até alcançar toda a região Norte.
Primeira noite: O Chão de Origem
No dia 26 de junho, o espetáculo “O Brinquedo do Povo Canta Parintins” homenageará a cidade de Parintins, destacando bairros, personagens históricos, brincantes e manifestações culturais que fazem parte da trajetória do Caprichoso.
A apresentação também incluirá a lenda amazônica A Cobra Grande – Deusa da Encantaria e o ritual Atu Mapama, do povo Sateré-Mawé.
Segunda noite destaca a Amazônia
Na apresentação do dia 27 de junho, com o tema “O Brinquedo Ancestral Canta Amazônia”, o Caprichoso voltará sua narrativa para a floresta e os povos amazônicos.
Entre os destaques estão:
- lenda Curupira – Guardião da Vida;
- alegoria Povo do Norte, reunindo manifestações culturais dos estados amazônicos;
- ritual Maracá, do povo Assurini do Tocantins.
A proposta aborda temas relacionados à natureza, cultura e aos modos de vida tradicionais da Amazônia.
Encerramento terá como foco resistência e povos originários
A terceira noite, em 28 de junho, será marcada pelo espetáculo “O Brinquedo da Resistência Canta Norte Brasil”.
A programação prevê:
- apresentação da lenda Macacos Comedores de Gente, do povo Tikuna;
- homenagem às Farinheiras da Amazônia;
- exaltação ao Parque Nacional do Xingu;
- apresentação do Auto do Boi Brasileiro;
- encerramento com o Ritual de Iniciação Xamânica do povo Xikrin.
Segundo o Conselho de Arte, o objetivo é destacar a resistência dos povos originários, das comunidades tradicionais e da cultura popular brasileira.
Projeto conta com recursos da Lei Rouanet
O projeto artístico foi desenvolvido com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e conta com patrocínio de instituições públicas e empresas privadas.
Entre os apoiadores estão o Ministério da Cultura, o Governo do Amazonas, além de empresas como Coca-Cola Brasil, Petrobras, Brahma, Bradesco, Assaí Atacadista, Tokio Marine, Eneva, Natura, Mercado Livre, Prefeitura de Manaus, Bemol, Vivo, Samel, Super Terminais e outras instituições parceiras.
‘Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






