Comunidade acadêmica da UEA protesta contra contingenciamento de recursos e cobra investimentos

Estudantes, professores e técnicos realizaram ato em frente à sede do Governo do Amazonas para pedir a liberação de recursos e melhorias na universidade.

Estudantes, professores e técnicos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realizaram uma manifestação em frente à sede do Governo do Estado, no bairro Compensa II, Zona Oeste de Manaus. O ato foi organizado pela União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM) e pelo Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Amazonas (SindUEA).

Os participantes protestaram contra medidas de restrição orçamentária e defenderam a ampliação dos investimentos na instituição, incluindo ações voltadas à assistência estudantil, permanência acadêmica e melhorias na infraestrutura dos campi.

Manifestação aborda recursos destinados à universidade

Entre os temas discutidos durante o ato esteve a situação de R$ 100 milhões previstos no orçamento da UEA.

No dia 11 de junho, o Governo do Amazonas tornou sem efeito um decreto que retirava o valor da universidade. Apesar da medida, representantes da comunidade acadêmica afirmam que os recursos permanecem contingenciados.

A presidente da UEE-AM, Thaly Duarte, destacou a preocupação dos estudantes com os impactos da medida sobre o funcionamento da instituição e as políticas de apoio estudantil.

Segundo ela, a universidade necessita de mais investimentos para atender demandas relacionadas à estrutura acadêmica, contratação de profissionais e serviços oferecidos aos alunos.

Docentes cobram reajuste salarial e concursos públicos

Além da questão orçamentária, professores da universidade também levaram para a manifestação reivindicações relacionadas à campanha salarial da categoria.

A presidente do SindUEA, Mônica Xavier, afirmou que os docentes defendem a reposição das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos e a realização de concursos públicos para suprir a demanda por professores e técnicos administrativos.

De acordo com a dirigente sindical, algumas unidades da universidade, especialmente no interior do estado, enfrentam déficit de profissionais, o que impacta o funcionamento de cursos e atividades acadêmicas.

Situação dos campi do interior também foi debatida

Durante o protesto, representantes da comunidade universitária destacaram a necessidade de investimentos nas unidades localizadas fora da capital.

Segundo os manifestantes, a ampliação do quadro de servidores e o fortalecimento das políticas de permanência estudantil são apontados como medidas necessárias para garantir o funcionamento das atividades acadêmicas em diversas regiões do Amazonas.

Governo revogou decreto, mas discussão continua

A mobilização ocorreu dias após a revogação do decreto que previa a retirada dos recursos da universidade. Mesmo com a medida, estudantes e professores afirmam que seguem acompanhando a situação orçamentária da instituição e defendem a garantia dos recursos previstos para a UEA.

A manifestação reuniu representantes de diferentes segmentos da comunidade acadêmica e teve como foco a discussão sobre financiamento da educação superior pública no estado.

Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.