Lula indica que fará nova escolha para o STF após rejeição de Jorge Messias

Presidente afirma a aliados que manterá prerrogativa de indicar novo ministro após decisão do Senado
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou a aliados que pretende indicar um novo nome para o Supremo Tribunal Federal após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federal.

A sinalização foi feita durante reunião realizada na noite de quarta-feira (29), no Palácio da Alvorada. Segundo relatos de participantes, o presidente disse que não pretende abrir mão da prerrogativa de indicar um ministro para a Corte e que a escolha de um novo nome deve ocorrer nas próximas semanas.

A decisão ocorre após o plenário do Senado Federal rejeitar a indicação de Messias. De acordo com interlocutores, Lula afirmou ter recebido o resultado com tranquilidade. O próprio indicado participou da reunião.

Avaliação interna do governo

Durante o encontro, ministros e aliados discutiram o impacto da votação. Um dos participantes afirmou que não há possibilidade de o presidente deixar a indicação para o próximo governo.

O resultado da votação, no entanto, gerou preocupação entre integrantes do governo. Aliados avaliaram que o placar evidenciou falhas na articulação política e indicou votos contrários dentro da base.

Segundo relatos, lideranças governistas não conseguiram antecipar a rejeição no plenário. Quando o cenário ficou claro, ainda durante a sessão, houve tentativa de adiar a votação.

Atuação no Senado

A tentativa de adiamento não foi aceita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A votação foi mantida e resultou na rejeição do nome indicado pelo Executivo.

Também foi discutido o impacto da decisão na relação com o Congresso Nacional. Durante a reunião, aliados mencionaram o nome do senador Rodrigo Pacheco como um dos parlamentares que teriam votado contra o indicado.

Próximos passos

A avaliação predominante entre integrantes do governo é de que o presidente deve agir rapidamente para garantir a indicação de um novo ministro ainda durante o atual mandato.

A nova indicação precisará passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e votação no plenário do Senado.


Com informações do G1*

Por Haliandro Furtado, da redação da Jovem Pan News Manaus