Uma pesquisa realizada pela fintech meutudo revelou que quatro em cada dez beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desconhecem as alterações recentes nas regras do crédito consignado. O levantamento ouviu mais de cinco mil pessoas e avaliou o conhecimento dos participantes sobre as novas condições da modalidade de empréstimo.
O que mudou no consignado?
Uma das principais mudanças foi a redução da margem consignável de 45% para 40% da renda mensal do beneficiário. Na prática, aposentados e pensionistas agora podem comprometer até 40% do valor recebido com parcelas de empréstimos consignados.
Outra alteração foi o fim da divisão obrigatória da margem entre empréstimo consignado, cartão de crédito consignado e cartão de benefício. Com as novas regras, o limite de 40% passa a ser unificado.
Também houve ampliação do prazo máximo para pagamento dos contratos, que passou de 96 para 108 meses, permitindo a diluição das parcelas por um período maior.
Desconhecimento entre os beneficiários
Mesmo após a entrada em vigor das mudanças, 41% dos entrevistados afirmaram não conhecer a nova margem consignável. Já 40% disseram desconhecer a ampliação do prazo de pagamento.
Segundo a pesquisa, o desconhecimento ocorre inclusive entre pessoas que já utilizaram o crédito consignado anteriormente.
Como os participantes avaliam as mudanças?
Após conhecerem as novas regras, a maioria dos entrevistados avaliou as alterações de forma positiva.
A unificação da margem consignável em 40% recebeu aprovação de 49% dos participantes.
Carência de 90 dias tem aprovação
A pesquisa também analisou a proposta de conceder até 90 dias de carência para o início do pagamento da primeira parcela.
Entre os entrevistados, 59% afirmaram que a medida aumentaria a segurança na contratação do crédito, enquanto 64% disseram que ela proporcionaria mais tranquilidade financeira.
Interesse em novos empréstimos
O levantamento mostrou ainda que 44% dos participantes têm interesse em contratar um novo empréstimo consignado. Outros 19% pretendem refinanciar contratos já existentes.
Além disso, mais da metade dos entrevistados, 55%, afirmou que faria uma nova contratação ou refinanciamento caso o prazo ampliado resultasse em parcelas menores.
Por Erike Ortteip, da redação da Jovem Pan News Manaus.






